Como o dólar poderá ficar no próximo ano com ou sem a vacina para a COVID-19

Neste ano o dólar alcançou os seus históricos R$6,00, um marco que nunca havia sido registrado anteriormente.

O mercado financeiro acredita que o dólar chegue ao fim de 2020 com um valor aproximado de R$5,40, já que houve uma queda nos últimos dias.

O cenário em que se encontra a economia ainda é rodeado de incertezas para o próximo ano, partindo do ponto que a cotação está oscilando tanto para cima quanto para baixo.

As expectativas em volta dessa moeda variam, pois com a segunda onda do Covid-19, a tendência é o aumento do valor da moeda americana.

Porém, a recente eleição do democrata Joe Biden para presidente dos Estados Unidos é um sinal de uma possível queda no preço.

Mas, ao certo, o que se pode esperar da moeda que possui grande influência em todo o mundo?

Como o dólar afeta a economia?

O preço do dólar tem contato direto com os produtos que são importados. Junto com o seu aumento de valor, vem o aumento de serviços e produção de empresas, o que afeta toda a economia.

Os exportadores levam vantagem da taxa de câmbio vendendo seus produtos para países estrangeiros.

Como o produto nacional fica mais barato e competitivo, alguns exportadores acabam se beneficiando dentro do Brasil.

A população, por sua vez, acaba sofrendo com o aumento do preço de produtos importados. A gasolina é um grande exemplo que acaba sendo afetado pela alta do valor.

O setor de turismo também acaba sendo afetado, já que viajar para países estrangeiros não é tão econômico quanto viajar para um local nacional. Enquanto isso, a população internacional vê um novo atrativo para ficar em terras brasileiras.

O dólar irá se desvalorizar em 2021?

Os especialistas dizem que há uma possível desvalorização do dólar que irá acontecer de forma gradual, sem uma queda muito brusca no começo.

Isso pode ocorrer justamente por conta do cenário político da eleição de Joe Biden, que abriu uma maior perspectiva de um pacote financeiro de auxílio durante a pandemia.

A postura do banco central americano também pode acabar por contribuir para a redução das pressões do aumento do dólar.

Porém, uma diferença significativa deve somente vir no segundo semestre de 2021, por conta de diversos motivos.

Dentre eles a pandemia do coronavírus, gastos públicos e falta de uma estrutura firme economicamente em terras brasileiras, o que faz investidores recuarem do país, o que aumenta o câmbio do mercado interno.

Coronavírus e o aumento do dólar

Sem dúvidas o que mais impede a maior valorização do real brasileiro é a segunda onda de Covid-19 no país, que influencia na alta do dólar

Com a fixação de uma nova onda chegando cada dia mais, a preocupação econômica passa de teórica para a etapa mais realista.

Os casos também avançam significamente em países europeus e americanos, e junto com o avanço, vem também novas medidas de restrições de movimentos para impedir o avanço do vírus.

O BGT Pactual, banco de investimento brasileiro, afirma que revisaram a previsão da sua taxa de câmbio de 2020, e o principal risco ao cenário seria uma segunda onda da doença no exterior.

Como será a relação do dólar com a vacina 

Mesmo com um cenário mais positivo no que se diz respeito à uma vacina, a corrida para se conseguir uma que seja 100% eficiente ainda é grande.

No Reino Unido, a vacina produzida pela Pfizer já irá virar o imunizante principal para a população a partir do dia 08 de dezembro.

Com uma possível retomada ao estado pré-pandemia, os países começam a ter esperança para conseguir converter toda a crise que se instalou durante este ano de caos da saúde e da economia.

Os investidores, porém, devem estar atentos ao avanço da ciência para a imunização global, já que possivelmente irá impor uma movimentação para baixo da moeda norte-americana.

Alguns especialistas apostam que com a vacina contra o Covid-19, a queda do dólar será bastante significativa, que terminaria por o devolver para os patamares de um valor pré-crise.

O avanço do real ainda não está previsto

Enquanto ainda acontece a oscilação de valores do dólar e com notícias positivas para uma possível queda do valor da moeda com a imunização mundial mais próxima, o real continua inseguro no que se diz respeito ao risco fiscal.

Esse risco fiscal é o que impede que o real tenha uma maior valorização. A explosão da dívida pública, risco de descontrole da situação fiscal e seu tombo histórico, são resultados do impacto da pandemia no Brasil.

Por conta disso, muitos investidores veem os riscos de apostar na moeda brasileira e, sendo assim, seu valor fica muito abaixo, e isso pode continuar ainda por um tempo, de acordo com o Banco Central.

Vale a pena investir no dólar mesmo com risco de queda?

Ainda que com uma tendência de baixa no preço do dólar, ainda há uma proteção para os investimentos com essa moeda.

Esse fator de proteção se dá pela visão dos investidores de que o dólar é um atrativo mais seguro mundialmente.

Mas é importante lembrar que esses atrativos são seguros sendo correspondentes a uma parcela da carteira de investimentos, então é mais prudente não investir tudo em um só lugar.

Quem deseja comprar dólar deve se manter preparado para os investimentos e atento ao mercado financeiro e a oscilação do valor.