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Top Melhor Microfone de Mesa 2023

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Atualizado pela última vez em

 por Rafael Nogueira
Melhor Microfone de Mesa para videoconferência

Está pesquisando pela melhor microfone de mesa para videoconferências? Então confira este nosso guia de compra com sugestões e dicas para acertar na sua escolha!

No cenário atual, no qual reuniões e audiências virtuais desempenham um papel significativo, a aquisição de um microfone de mesa é uma escolha que pode aprimorar consideravelmente sua experiência e comunicação.

Em primeiro lugar, a qualidade do áudio é fundamental para uma comunicação eficaz em reuniões virtuais. Com um microfone de mesa, você garante uma captação de som nítida e clara, eliminando ruídos indesejados e eco, o que melhora significativamente a experiência de todos os participantes.

Além disso, um microfone de mesa oferece maior comodidade e conforto durante as videoconferências. Você não precisa segurá-lo ou usar fones de ouvido com microfone embutido, permitindo que você se mova e gesticule naturalmente, sem comprometer a qualidade do áudio. Isso é especialmente valioso em reuniões longas e produtivas.

Outro benefício é a flexibilidade. Muitos microfones de mesa são compatíveis com uma variedade de dispositivos e plataformas de videoconferência, tornando-os versáteis e práticos para uso em diferentes contextos de trabalho. Além disso, eles são fáceis de configurar, o que economiza tempo e evita frustrações técnicas.

Por fim, investir em um microfone de mesa demonstra profissionalismo e comprometimento com a qualidade das suas interações online. Isso pode causar uma impressão positiva em colegas, clientes e parceiros de negócios, contribuindo para uma comunicação mais eficaz e relações mais sólidas. Portanto, considerar a aquisição de um microfone de mesa é uma escolha sensata para aprimorar suas videoconferências e alcançar resultados mais satisfatórios.

Melhor Microfone de Mesa para videoconferência

Por todos esses motivos e outros tantos mais, elaboramos aqui um Top melhor microfone de mesa disponíveis atualmente, abrangendo diversas categorias para atender às suas necessidades específicas.

Top Melhor Microfone de Mesa 2023

Microfone de Mesa ‎Logitech for Creators Blue Yeti – Preto

Microfone Condensador USB Blue Yeti com 4 Padrões de Captação e Conexão Plug and Play para Podcast, Gravação e Streaming em PC e Mac - Preto

 fora de estoque
Amazon.com.br
atualizado em 24 de junho de 2024 12:56

Especificações

  • Matriz de três cápsulas condensadoras personalizada
  • Quatro padrões de captação
  • Controles de áudio integrados
  • Som de transmissão lendário Blue
  • Plug and Play no Mac e PC

O Microfone de Mesa Logitech for Creators Blue Yeti é uma escolha excepcional e amplamente elogiada por uma série de motivos, tornando-o uma excelente opção não apenas para criadores de conteúdo, mas também para videoconferências e reuniões virtuais. Equipado com uma matriz de três cápsulas condensadoras personalizadas, esse microfone oferece um som excepcionalmente nítido e potente, ideal para garantir que sua voz seja captada com clareza durante as videoconferências.

Uma característica que torna o Blue Yeti ainda mais notável é sua versatilidade. Com quatro padrões de captação diferentes, incluindo cardióide, omnidirecional, bidirecional e estéreo, ele se adapta a diversas situações de gravação, tornando-o uma escolha sólida para reuniões virtuais e videoconferências de qualquer natureza.

Além disso, os controles de áudio integrados no microfone oferecem conveniência e controle total sobre o processo de gravação ou transmissão. Você pode ajustar o volume do fone de ouvido, selecionar padrões de captação, ativar o mudo instantaneamente e ajustar o ganho do microfone de acordo com suas necessidades específicas. Isso coloca você no comando total de sua comunicação durante reuniões virtuais.

Para completar, o microfone de mesa Blue Yeti é notável por sua facilidade de uso, sendo um dispositivo “Plug and Play”, o que significa que você pode conectá-lo ao seu Mac ou PC sem a necessidade de instalar drivers complicados. Essa conveniência torna o Yeti uma escolha perfeita para aprimorar a qualidade do áudio em suas videoconferências e reuniões virtuais, proporcionando uma experiência de comunicação mais eficaz e profissional.

Portanto, o Microfone de Mesa Logitech for Creators Blue Yeti é, sem dúvida, uma compra excepcional que atende às necessidades de uma ampla gama de atividades, incluindo videoconferências e reuniões virtuais.

Avaliações relevantes

Sou curioso no assunto. Já tive alguns microfones e digo: nenhum chegou próximo da qualidade de som desta criança. Não é à toa que tem mais de 40.000 avaliações positivas. Realmente a qualidade de som é impressionante. Certamente outro microfone “mais profissional” sai por pelo menos 2,5 a 3x o preço deste. Pode comprar de olhos fechados.

Avaliado na Amazon em 4 de outubro de 2022.

Não sou nenhum entendedor do assunto — já, inclusive, havia me arriscado e me dado bem mal com um microfone baratinho (e bem ordinário) –, mas esse Yeti Blackout da Blue, além de maravilhoso, é fantástico!

Com ele, posso falar baixinho, que, mesmo assim, minha voz é transmitida perfeitamente para os alunos nas aulas “online” (alívio para os alunos, para minha voz e para meus vizinhos).

Vale cada um dos inúmeros centavos que custa.

Avaliado na Amazon em 30 de março de 2021.

Qualidade de som é maravilhosa. Bom para trabalhar home office e gravar voz/instrumentos musicais. A configuração que vem por padrão já é boa, é conectar e usar. E se quiser configurar o som dele, o software da Logitech G HUB é bem bacana de usar. Produto recomendado.

Avaliado na Amazon em 17 de junho de 2022.

Características técnicas:

Adequação do controle por rádioStreaming
MarcaLogitech for Creators
Nome do modeloYeti Preto
Tecnologia de conectividadeUSB
Tipo de conectorUSB Tipo-C

Microfone de Mesa HyperX QuadCast

HyperX Microfone Gamer QuadCast

R$ 633,00  em estoque
21 novos a partir de R$ 629,00
1 usados a partir de R$ 450,00
frete grátis
Amazon.com.br
atualizado em 24 de junho de 2024 12:56

Especificações

  • Base antivibração
  • Sensor tap to mute com indicador em LED
  • Pop filter interno
  • Quatro padrões polares selecionáveis
  • Compatibilidade com vários dispositivos e programas de chat

O Microfone de Mesa HyperX QuadCast é uma escolha excepcional que oferece diversos recursos que o tornam uma aquisição valiosa para quem busca qualidade em suas transmissões, sejam elas para streaming, podcasting ou videoconferências. Uma característica notável é sua base antivibração, que reduz ruídos indesejados, garantindo uma captação de áudio mais limpa e profissional. Além disso, o QuadCast possui um sensor “tap to mute” com um indicador em LED, oferecendo uma maneira prática de silenciar o microfone e evitar interrupções indesejadas durante transmissões ao vivo.

Outro benefício importante é o pop filter interno, que ajuda a suavizar sons percussivos desagradáveis, aprimorando a qualidade do áudio. Com quatro padrões polares selecionáveis (estéreo, omnidirecional, cardióide e bidirecional), o QuadCast oferece versatilidade para atender às necessidades de diferentes situações de gravação, tornando-o adequado para videoconferências, onde a flexibilidade na captação de som é fundamental.

A compatibilidade do HyperX QuadCast com vários dispositivos e programas de chat é outra característica notável, juntamente com a certificação pela Discord e TeamSpeak, o que assegura que seu áudio seja transmitido de forma nítida e clara em plataformas de comunicação online. Seja conectando-o a um PC, PS4 ou Mac, você pode confiar na qualidade do som.

O QuadCast é um microfone de mesa independente que oferece todos os recursos necessários para criadores de conteúdo e profissionais que desejam um áudio de alta qualidade em suas transmissões e videoconferências. Com uma gama de recursos inovadores, este microfone proporciona um áudio nítido e profissional, tornando-o uma escolha sólida para uma variedade de aplicações.

Avaliações relevantes

Microfone de extrema qualidade de captação, com regulações de sensibilidade, retorno e vários perfis de captação. O led vermelho não tem como desativar, somente desligando ele.

Possui também compatibilidade para braço articulado!

Se vc quer usá-lo para fazer stream, podcast ou normalmente para conversar, pode ir nele sem medo!

Avaliado na Amazon em 4 de outubro de 2023.

O microfone é de excelente qualidade, com diversos controles e captação de voz muito bom. Melhor investimento que fiz.

Avaliado na Amazon em 11 de setembro de 2023.

Curti muito. Bonito e fácil de instalar e usar. Além de ter excelente qualidade. Da pra plugar o fone direto no mic, o que ajuda bastante na utilização.

Avaliado na Amazon em 30 de agosto de 2023.

Características técnicas:

Adequação do controle por rádioStreaming
MarcaHyperX
Nome do modeloHyperX Microfone Gamer
Tecnologia de conectividadeUSB

Microfone de Mesa HyperX Solocast HMIS1XXXBK/G

HyperX Solocast HMIS1XXXBK/G Microfone USB (Preto)

R$ 376,90
R$ 341,06
 em estoque
13 novos a partir de R$ 335,00
frete grátis
Amazon.com.br
atualizado em 24 de junho de 2024 12:56

Especificações

  • Gravação de áudio plug and play
  • Pedestal flexível, ajustável
  • Compatibilidade com vários dispositivos e programas
  • Tipo do produto: MICROPHONE

O Microfone de Mesa HyperX Solocast HMIS1XXXBK/G é uma excelente opção para uma variedade de usuários, incluindo profissionais que buscam alta qualidade de som em videoconferências. Uma das principais vantagens deste microfone é a gravação de áudio plug and play, tornando a configuração simples e descomplicada. Isso é especialmente útil para aqueles que desejam uma solução eficiente para suas necessidades de áudio em videoconferências.

O HyperX Solocast também oferece flexibilidade com seu pedestal ajustável. Isso permite posicionar o microfone de forma conveniente na mesa ou em uma haste, adaptando-se às preferências do usuário e às configurações do ambiente de trabalho. Sua compatibilidade com a maioria das hastes o torna uma escolha versátil para diversas situações.

Outro ponto positivo é a ampla compatibilidade do HyperX Solocast com diversos dispositivos e programas, incluindo OBS, XSplit, Streamlabs OBS e outros. Além disso, o microfone é certificado pela TeamSpeak e Discord, garantindo que sua voz seja transmitida com clareza e qualidade em plataformas de comunicação online.

Com recursos como o sensor de toque para silenciar e o indicador de LED de microfone em mudo, o Solocast oferece uma experiência amigável e eficaz para streamers e aqueles que participam de videoconferências, tornando-o uma excelente escolha para melhorar a qualidade do áudio em suas interações online.

Avaliações relevantes

Produto chegou bem antes do prazo, bem embalado e sem nenhuma avaria.

Trata-se de um produto de ótimo custo benefício. Tem boa qualidade pra gravação e também pra lives, caso seja esse o propósito. Também vale colocar que é compacto e, portanto, ocupa pouco espaço.

Foi minha primeira compra pela Amazon e fiquei muito satisfeito.

Avaliado na Amazon em 5 de outubro de 2023.

O Solocast é um excelente microfone para quem busca custo-benefício. Ele atende super bem para calls e gravações de aulas. Super recomendo!

Avaliado na Amazon em 3 de outubro de 2023.

Equipamento bonito, pequeno e eficaz. Uma coisa poderia ser melhor: a inclinação dele deveria ser para o lado contrário. Quando inclinado não dá para ver se a luz está acesa ou piscando. Fora isso, excelente ‘ compraria de novo

Avaliado na Amazon em 14 de setembro de 2023.

Características técnicas:

MarcaHyperX
Tecnologia de conectividadeUSB
CorPreto
Dispositivos compatíveisConsole de jogos, Computador pessoal

Microfone de Mesa Logitech for Creators Blue Snowball

Logitech for Creators Microfone USB Blue Snowball para PC, Mac, jogos, gravação, transmissão, podcasts, microfone condensador com padrões cardioides e omnidirecionais, design retrô elegante – branco

 fora de estoque
Amazon.com.br
atualizado em 24 de junho de 2024 12:56

Especificações

  • Som de transmissão azul lendário: o design de 2 cápsulas dá à sua voz uma presença excepcional e detalhes para gravação de nível profissional, para que você possa elevar seus vídeos do YouTube, streaming do Twitch e muito mais
  • Vários padrões de captação: o microfone USB possui um padrão cardioide para gravação e transmissão, e omnidirecional que coloca você "na sala" para chamadas de conferência no Zoom, Skype e muito mais
  • Design retrô elegante: grave ou transmita com estilo com um design clássico de equipamento de gravação que fica ótimo em sua área de trabalho e na câmera; disponível em 3 cores ousadas
  • Marca de microfone USB: com base em dados de vendas independentes (abril '19 - março '20) de microfones de PC em unidades e dólares nos EUA e Canadá
  • -10 dB Pad: mantém a qualidade de áudio profissional e mantém o som do Snowball limpo e livre de distorção em vozes e instrumentos mais altos para tudo, desde narrações a podcasts e cantos

O Microfone de Mesa Logitech for Creators Blue Snowball é uma escolha excepcional, oferecendo uma série de recursos que o tornam uma aquisição valiosa, não apenas para criadores de conteúdo, mas também para videoconferências. A reputação lendária da Blue em termos de qualidade de som é incorporada neste microfone, graças ao design de duas cápsulas que proporcionam uma presença excepcional e detalhes para gravação de nível profissional.

Um destaque do Blue Snowball é sua versatilidade. Ele oferece vários padrões de captação, incluindo o cardioide para gravação e transmissão e o omnidirecional, que é ideal para chamadas de conferência no Zoom, Skype e outras plataformas. Isso garante que sua voz seja clara e precisa, independentemente da situação.

Além do desempenho de áudio excepcional, o design retrô elegante do Blue Snowball acrescenta estilo às suas gravações e videoconferências, tornando-o um complemento atraente para sua área de trabalho ou cenário de transmissão. Disponível em três cores ousadas, você pode escolher a que mais combina com seu gosto.

O suporte de mesa ajustável e o aplicativo complementar Blue Sherpa oferecem maior flexibilidade e controle sobre a qualidade do som. O suporte permite posicionar o microfone em relação à fonte de som, otimizando a qualidade de áudio, enquanto o aplicativo permite ajustar o ganho de microfone, os padrões polares e outros parâmetros diretamente do seu desktop no Windows ou Mac.

Por fim, o Blue Snowball é uma solução prática graças à operação “Plug and Play”. Não são necessários drivers, permitindo que você comece a gravar e participar de videoconferências imediatamente em seu computador Mac, PC ou laptop. Com todos esses recursos, o Blue Snowball se destaca como uma escolha sólida para quem busca qualidade de som excepcional em suas atividades criativas e videoconferências.

Avaliações relevantes

Com tantos microfones no mercado e comprando um pela primeira vez, fiquei muito impressionado.

Ele não captava NENHUM ruído de fundo ao quebrar panelas e frigideiras no andar de baixo, cachorro latindo no andar de baixo ou qualquer um dos sons típicos do microfone da minha câmera e do fone de ouvido captavam facilmente, mesmo se estivessem a uma distância distante.

Não sou especialista, mas a qualidade das minhas gravações de voz é nítida, clara e, para iniciantes, o plug and play é perfeito.

Avaliado na Amazon em 23 de maio de 2023. Tradução Livre.

Eu comprei isso em junho de 2015 e ainda o uso todos os dias. Para simplificar, vou dividir esta análise em 4 partes. A aparência, a configuração, a qualidade física e a qualidade do áudio.

A aparência:

comprei a versão branca disso, só porque na época era a opção mais barata disponível. 65$, o mesmo preço de agora. A bola em si é de plástico espesso com acabamento áspero. O acabamento significa que ele basicamente não reflete nenhuma luz como um espelho, então não é muito brilhante. A grade que cobre os componentes internos é feita de metal e provavelmente é exatamente a mesma que você encontraria em qualquer outro microfone de estúdio/palco.

A base também é feita de algum tipo de metal, possivelmente oca, mas tem algum peso, então eu duvido. Há um adesivo colado ao redor do eixo vertical da bola que diz “A BOLA DE NEVE” repetidamente. Se você quisesse, provavelmente poderia retirá-lo. A base também tem o logotipo azul ‘Azul’. Há uma luz indicadora acima da grade que fica vermelha quando ela é conectada. Há outra capa com o logotipo azul que fica por cima da grelha, que você pode remover se realmente quiser.

A parte traseira tem seções retiradas para captação surround, bem como o interruptor para diferentes configurações de microfone. O cabo é um cabo de plástico quase transparente, o que é elegante, pois permite que você veja os fios internos.

A configuração:

a configuração deve levar apenas cerca de 3 minutos depois de abrir a caixa. Você parafusa o microfone no suporte (ou o conecta a outro suporte, se tiver um), conecta uma extremidade do cabo ao microfone e a outra extremidade ao PC. A luz acenderá, o que significa que está funcionando. Não há downloads manuais, o que é ótimo se você for o tipo de pessoa que alterna entre vários computadores.

Qualidade física:

De baixo para cima, as pernas têm pequenas bolas de borracha na ponta. Se você os puxar com muita força, eles se soltarão, mas, a menos que seja intencional, nunca deveriam sair. A borracha neles é muito boa para manter o microfone no lugar, e a largura do suporte quando você o abre totalmente significa que deve ser difícil derrubá-lo acidentalmente. O resto do suporte é feito de metal com acabamento refletivo.

O microfone é feito de um plástico áspero pintado de branco. Achei impossível riscar a tinta com menos do que a ponta de uma faca, então presumo que esteja tingida, não pintada. A grelha é feita de metal e se dobra levemente se você colocar muita pressão sobre ela. O cabo é um revestimento plástico muito forte, que não sofreu danos ao ser enrolado repetidamente e dobrado ao longo dos anos.

Qualidade de áudio:

convenhamos, é um microfone de 65 dólares. É muito melhor do que o microfone interno do seu telefone ou do seu computador/webcam? Absolutamente. É melhor do que um microfone com qualidade de estúdio que pode custar mil dólares? Não. Se você está procurando um aprimoramento do microfone interno do seu computador ou do embutido nos fones de ouvido/fones de ouvido, isso vale absolutamente a pena. Se você quiser gravar músicas para o YouTube, talvez procure algo com mais alcance.

Eu converso sobre isso há quase 3 anos e nunca tive alguém reclamando da qualidade. Gravei vídeos do YouTube, áudio para projetos de aula, chamadas pelo Skype, Discord, bate-papo por voz no jogo e tudo mais, sem um único problema.

TL:DR

O Blue Snowball é um microfone perfeito para seu preço. Se você está procurando algo para o uso diário, é isso. Ela durará para sempre e está na minha lista das principais tecnologias Compra para a Vida Toda do mercado.

Avaliado na Amazon em 25 de janeiro de 2018. Tradução Livre.

Eu dou cursos universitários e neste semestre tenho uma aula “mista”, um dia presencial e outro dia no Zoom. As palestras também são gravadas para que os alunos possam vê-las mais tarde. É extremamente importante que eu seja ouvido com clareza, sem distorções, porque é uma aula avançada de fisiologia humana com muita terminologia científica. Este microfone faz seu trabalho muito bem.

Eu posso me sentar confortavelmente na minha cadeira e o microfone pega perfeitamente. Eu posso falar em um tom de voz normal sem problemas. Também mostro vídeos educacionais do YouTube durante a aula, o que significa que preciso girar o microfone para captar o som dos alto-falantes do meu computador. Mais uma vez, ótima captação sem distorção.

Consigo manter o microfone próximo à tela do meu computador (iMac 27″) para que ele não apareça na câmera. Como outros disseram, a configuração é muito fácil. Eu tenho o branco, então fica muito bonito na minha mesa. Provavelmente também funcionaria bem para vídeos do YouTube, se você estivesse gravando do seu computador.

Eu recomendo fortemente esse microfone para quem faz aulas ou reuniões de Zoom regularmente.

Avaliado na Amazon em 26 de fevereiro de 2023. Tradução Livre.

Características técnicas:

Adequação do controle por rádioStreaming, Singing, Gaming
MarcaLogitech for Creators
Tecnologia de conectividadeUSB
Características EspeciaisTecnologia de microfone: Condensador de eletreto; Modo de operação do microfone: Cardioide, omnidirecional; Largura de banda de resposta: 40 – 18000 Hz

Microfone de Mesa Trust GXT 232 Mantis

Microfone Streaming GXT 232 Mantis USB com tripé para fluxos no YouTube, Twitch e Facebook - PC e Laptop - Trust Médio

R$ 159,90
R$ 139,90
 em estoque
3 novos a partir de R$ 139,90
Amazon.com.br
atualizado em 24 de junho de 2024 12:56

Especificações

  • Ligação USB digital, funciona instantaneamente em qualquer PC e portátil
  • Reprodução de áudio nítida para uso universal
  • Perfeito para podcasts, vlogs, locuções, gravação de música ou transmissão em fluxos no YouTube, Twitch e Facebook
  • Inclui suspensão elástica antivibrações, proteção de vento e tripé
  • Cabo USB de 1,5m

O Microfone de Mesa Trust GXT 232 Mantis é uma escolha sólida para quem procura uma opção acessível e versátil para melhorar a qualidade de suas videoconferências e atividades de transmissão online. Uma das vantagens notáveis deste microfone é a sua conexão USB digital, que oferece compatibilidade instantânea com qualquer PC ou laptop. Isso significa que você pode começar a usá-lo sem a necessidade de configurações complicadas, tornando-o ideal para videoconferências.

O GXT 232 Mantis também oferece uma reprodução de áudio nítida e é adequado para uma variedade de usos, desde podcasts e vlogs até gravação de música e transmissões ao vivo no YouTube, Twitch e Facebook. Ele vem completo com acessórios úteis, como uma suspensão elástica antivibrações, proteção contra vento e um tripé ajustável. Esses recursos ajudam a garantir que você obtenha uma qualidade de som clara e profissional em suas atividades online.

O design prático do GXT 232 Mantis permite que você ajuste o ângulo do microfone de maneira confortável e o use de acordo com suas preferências. Além disso, o cabo USB de 1,5 metros oferece flexibilidade para posicionar o microfone onde for mais conveniente. Se você quiser maior mobilidade, pode até usar o microfone sem o tripé, segurando-o à mão.

Com o Trust GXT 232 Mantis, você tem uma solução eficaz para melhorar a qualidade do áudio em suas videoconferências e transmissões, tornando-o uma boa compra para diversas necessidades.

Avaliações relevantes

Estou fazendo esse review com 4 meses de uso.

INSTALAÇÃO: o processo todo é simples com alguns encaixes aqui e ali bastando seguir as instruções e uma leve dose de instinto (rs). O cabo com a USB na ponta para se conectar ao computador é razoavelmente longo permitindo que se movimente tranquilamente pela mesa. Caso você tenha pouco espaço, dá pra manter o elástico onde ele vem enrolado, segurando uma parte dele para não se espalhar pela mesa causando o caos.

SOM: acho que é a parte mais importante para quem compra. Porém, serei bastante breve porque meu uso era relativamente simples. Todos que me ouviram disseram estar bem nítido. Nos testes que fiz o som parecia bastante aberto captando tudo ao redor, então vale notar que é preciso cuidado com o que se fala mesmo que não esteja de frente para ele. Você vai precisar de um bom controle de ruído do programa que estiver usando (Teams é bom, Google Meets é okay, Slack nem tanto). Não sou podcaster, faço apenas uso diário comum.

Avaliado na Amazon em 6 de agosto de 2023.

O apoio do microfone é bem simples, mas funcional. Se vc tiver dois ou mais monitores, vc encontrará dificuldades em posicionar o microfone. As demais funcionalidades do microfone atende e muito a expectativa. Excelente controle de ruído e de eco. O alcance do microfone é muito bom porque eu deixo ele um pouco mais longe e mesmo assim ele capta o audio de maneira clara.

Avaliado na Amazon em 9 de agosto de 2023.

O microfone é bom, simples, fácil de instalar(via porta usb), capta muito bem a voz e praticamente sem ruídos. Recomendo.

Avaliado na Amazon em 8 de setembro de 2023.

Características técnicas:

Adequação do controle por rádioStreaming
MarcaTrust
Nome do modeloT22656
Tecnologia de conectividadeUSB
Tipo de conectorJack 3.5 mm

Microfone de Mesa Lorben BM800

Kit Microfone Estúdio BM800 + Pop Filter + Aranha + Braço Articulado 813 - Lorben

R$ 91,90
R$ 86,40
 em estoque
20 novos a partir de R$ 86,40
Amazon.com.br
atualizado em 24 de junho de 2024 12:56

Especificações

Part Number 1

O Microfone de Mesa Lorben BM800 se destaca como uma opção versátil e acessível, especialmente adequada para videoconferências e gravações de áudio em ambiente de estúdio. Ele vem com um kit estúdio profissional que inclui um microfone condensador, braço articulado, pop filter e shock mount, fornecendo uma solução completa para melhorar a qualidade do áudio em várias situações.

Uma característica notável deste microfone é o controle eletrônico de circuito e a cápsula do diafragma banhada a ouro, que contribuem para uma reprodução de áudio de alta qualidade. Projetado para minimizar o ruído de fundo e isolar a fonte sonora principal, o BM800 proporciona performances vocais claras, naturais e vibrantes. Sua ampla resposta de frequência (20Hz-20KHz) garante que o áudio capturado seja nítido e rico em detalhes.

Além disso, o BM800 oferece flexibilidade de conexão com um plugue estéreo de 3,5mm, compatível com a maioria dos PCs. Seu design com construção metálica e espumas internas protege o microfone e a tampa de espuma ajuda a reduzir o ruído de fundo, garantindo um som mais nítido. Essas características fazem dele uma opção ideal para uso em estúdio de rádio broadcasting, gravação de voz, YouTube e outras aplicações.

É importante observar que este é um microfone condensador que requer energia suficiente para funcionar. Portanto, é necessário conectá-lo a dispositivos que possam fornecer energia adequada, como computadores desktop ou laptops conectados a uma tomada elétrica. Em algumas situações, um adaptador de alimentação phantom 48V pode ser necessário para obter uma qualidade de som ideal.

Em resumo, o BM800 é uma escolha sólida para melhorar a qualidade do áudio em suas videoconferências e atividades de estúdio, oferecendo um conjunto de recursos e acessórios que atendem a uma variedade de necessidades.

Avaliações relevantes

Ótimo produto, chegou em perfeito estado com todos os acessórios, achei perigoso a forma que veio embalada, que foi apenas a caixa do produto enrolada em um plástico, mas sobre o produto, é um produto muito bom pelo preço, atende muito as necessidade de comunicação, utilizo apenas para me comunicar em jogos e melhorou 100% minha qualidade de comunicação e voz, não apresenta ruído, é clean a voz.

Senti falta de um software de controle, mas pelo preço está ótimo. Recomendo.

Avaliado na Amazon em 23 de agosto de 2023.

Produto muito bom para quem está começando a montar um home studio, chegou antes do prazo, bem embalado e em perfeito estado. Lembrando que tem sempre que usar o Bm-800 com uma interface de áudio para usar phantom power e conseguir extrair o melhor do microfone, para quem esta começando é um ótimo custo benefício!

Avaliado na Amazon em 8 de setembro de 2023.

Ótima qualidade de som e o preço tá muito bom pela qualidade desse produto, recomendo.

Avaliado na Amazon em 22 de agosto de 2023.

Características técnicas:

MarcaLorben
Tecnologia de conectividadeXLR
Tipo de conectorConector XLR
Padrão polarUnidirecional
Sensibilidade de áudio34 dB

Microfone de Mesa Knup KP-917

Microfone Condensador para PC com Tripé e Cabo P2

R$ 29,90
R$ 25,29
 em estoque
14 novos a partir de R$ 25,29
Amazon.com.br
atualizado em 24 de junho de 2024 12:56

Especificações

  • KNUP

O Microfone de Mesa Knup KP-917 é uma escolha que oferece um notável custo-benefício, sendo, muitas vezes, referido como o “microfone de mesa mais barato que vale a pena comprar.” Este microfone de alta qualidade é particularmente notável por seu excelente desempenho em videoconferências, entre outras aplicações.

O KP-917 é um microfone de alta qualidade que proporciona uma captação de áudio excepcional em diversas situações, sendo ideal para uso em videoconferências, transmissões ao vivo, YouTube, Skype e várias outras atividades. Uma característica que se destaca é a sua facilidade de uso, bastando conectá-lo e começar a gravar. Sua conexão P2 de 3.5mm o torna compatível com uma ampla gama de dispositivos, desde PCs e notebooks até smartphones e tablets, tornando-o uma opção versátil e acessível para melhorar a qualidade do som em suas interações online.

O KP-917 também vem acompanhado de um tripé ajustável, permitindo que você posicione o microfone da maneira mais conveniente para garantir uma excelente qualidade de áudio. Além disso, suas especificações, como a sensibilidade de -30bB ~ 3dB, direcionalidade de cancelamento de ruído e resposta de frequência de 50MHz ~ 16KHz, contribuem para uma captação de áudio nítida e clara.

Considerando sua relação de custo-benefício, o Microfone de Mesa Knup KP-917 é uma opção acessível que oferece um desempenho sólido, sendo ideal para quem busca melhorar a qualidade do som em suas videoconferências e outras atividades online sem comprometer o orçamento.

Avaliações relevantes

Ótimo custo benefício, pra quem não quer pagar muito por um microfone, ele é bem alto, a sensibilidade é ótima. O cabo não é muito grande, mas atende bem a minha necessidade.

Avaliado na Amazon em 22 de agosto de 2023.

Mic muito barato em comparação a qualidade apresentada.

Possibilidade de ampliar a captação ambiente ou focar.

Isolamento acústico muito bom.

Produto perfeito pra video conferência, reunião e audiência.

Para gravação de violão é maravilhoso.

O que é entregue comparado ao preço esta quase de graça.

Avaliado na Amazon em 2 de abril de 2023.

Comprei pra usar no meu celular, mas tem que usar um adaptador y, que tem entrada pra microfone/fone, usa a entrada do microfone.

Avaliado na Amazon em 12 de março de 2023.

Características técnicas:

Adequação do controle por rádioKaraokê
MarcaKnup
Tecnologia de conectividadep2
Tipo de conectorJack 3.5 mm
Características especiaisSuporte

Como escolher o melhor microfone de mesa para comprar?

Melhor Microfone de Mesa para videoconferência

Escolher o melhor microfone de mesa requer consideração cuidadosa de diversos fatores para atender às suas necessidades específicas. Para te ajudar, selecionamos aqui seis tópicos que você deve analisar para escolher o melhor microfone de mesa para você:

Finalidade de Uso:

Ao selecionar um microfone de mesa, é essencial identificar a finalidade de uso. Alguns microfones são ideais para videoconferências, enquanto outros são mais voltados para streaming, podcasting ou gravações de áudio.

Com base nas descrições apresentadas, como o Microfone de Mesa ‎Logitech for Creators Blue Yeti, é possível escolher um modelo que atenda às suas necessidades específicas, mesmo que sejam situação exigentes.

Tipo de Conexão

Avalie a compatibilidade do microfone com seus dispositivos. Verifique se ele pode ser facilmente conectado ao seu PC, notebook, smartphone ou tablet. O Microfone Trust GXT 232, por exemplo, oferece uma gama versátil de opções de conectividade.

Qualidade de Áudio:

A qualidade do áudio desempenha um papel central na escolha do microfone de mesa. Fatores como sensibilidade, resposta de frequência e capacidade de cancelamento de ruído são críticos para garantir um som claro e profissional.

Considere modelos como o Logitech for Creators Blue Yeti e o HyperX QuadCast, que oferecem áudio nítido e de alta qualidade para uma comunicação eficaz em videoconferências.

Configuração

A facilidade de configuração e uso é um fator determinante, especialmente para aqueles que não possuem experiência em áudio. Dê preferência a microfones “plug and play”, como o Knup KP-917, que permitem uma configuração simples e descomplicada.

Acessórios Inclusos

Considere se o microfone vem acompanhado de acessórios úteis, como tripés, pop filters e shock mounts. Esses complementos podem aprimorar a qualidade do áudio e a conveniência durante as videoconferências, como visto no Microfone de Mesa Trust GXT 232.

A escolha do melhor microfone de mesa depende das suas preferências e do uso que você planeja dar a ele. Ao ponderar esses seis tópicos e considerar as descrições dos microfones discutidos anteriormente, você poderá tomar uma decisão informada que atenda às suas necessidades de gravação e produção de áudio.

Tudo sobre o melhor microfone de mesa

Melhor Microfone de Mesa para videoconferência

Qual é a melhor marca de microfone de mesa?

Não há uma marca única que seja a melhor para todos, mas algumas das marcas de destaque incluem Logitech, Blue Yeti e HyperX. Modelos como o Logitech for Creators Blue Yeti e o HyperX QuadCast são amplamente considerados como os melhores em suas respectivas categorias.

O que levar em consideração ao escolher um microfone de mesa?

Aspectos importantes a serem considerados incluem a finalidade de uso, a qualidade de áudio, a conectividade, a facilidade de configuração e a inclusão de acessórios.

Qual a diferença entre um microfone de mesa e um microfone de lapela?

Um microfone de mesa é projetado para captar áudio em uma área mais ampla, enquanto um microfone de lapela é pequeno e projetado para ser fixado à roupa, captando a fala do usuário em proximidade.

Qual é a importância da sensibilidade de um microfone de mesa?

A sensibilidade se relaciona com a capacidade do microfone de captar sons sutis. Modelos como o Logitech for Creators Blue Yeti e o HyperX QuadCast possuem sensibilidade ajustável para se adequar a diferentes situações.

O que é resposta de frequência em um microfone de mesa?

A resposta de frequência se refere à faixa de frequências sonoras que o microfone é capaz de captar. Modelos como o HyperX QuadCast possuem uma ampla resposta de frequência para captar áudios nítidos em várias situações.

Qual é a principal diferença entre um microfone USB e XLR?

Microfones USB são mais fáceis de usar, geralmente plug and play, enquanto os microfones XLR requerem uma interface de áudio e são mais comuns em ambientes profissionais.

Como escolher um microfone de mesa para videoconferências?

Escolha um microfone com qualidade de áudio nítida, sensibilidade ajustável e capacidade de cancelamento de ruído, como o HyperX QuadCast, para garantir uma comunicação clara em videoconferências.

Qual é a importância da direcionalidade em um microfone de mesa?

A direcionalidade determina de onde o microfone captura o som. Microfones direcionais, como o Logitech for Creators Blue Yeti, focam na fonte sonora principal, reduzindo ruídos de fundo.

Como um microfone de mesa ajuda a melhorar a qualidade das reuniões virtuais?

Microfones de mesa, como o HyperX QuadCast, oferecem áudio mais claro e nítido, reduzindo ruídos de fundo e melhorando a experiência em videoconferências.

O que é um adaptador de alimentação phantom (phantom power) e quando é necessário?

Um adaptador de alimentação phantom é usado para fornecer energia suficiente a microfones que requerem mais energia, como alguns microfones condensadores. Ele é necessário quando o dispositivo de origem não fornece energia adequada, garantindo uma qualidade de áudio ideal.

Conclusão

Esse foi o Top 7 melhor microfone de mesa 2023.

Leve em consideração a finalidade do seu uso, a qualidade de áudio, a conectividade, a facilidade de configuração e a inclusão de acessórios. Na lista acima, certamente você encontrará o microfone de mesa que corresponderá as suas necessidade.

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Referências:
Logitech
Hyperx
Imagens: Pixabay

Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará (2017) e Pós-Graduado em Direito Público (2022). Advogado, Editor-chefe da Revista Direito Diário e Diretor Administrativo da Arg. - Consultoria em Argumentação, Oratória e Persuasão.

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Interdisciplinar

As origens da Hermenêutica Jurídica

Redação Direito Diário

Publicado

em

Interpretação e Hermenêutica Jurídica

Com o intuito de dar ao leitor um conhecimento mais amplo acerca do vasto conteúdo da hermenêutica jurídica, teceremos breves comentários sobre as suas origens.

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Hermenêutica na Grécia Antiga

A ciência da interpretação teve origem na teologia pagã de algumas civilizações da Idade Antiga. Dentre elas, podemos destacar a civilização grega.[1] Nos templos helênicos, era comum a existência de feiticeiros e adivinhos que abriam o ventre de animais mortos na tentativa de realizar previsões acerca do destino das pessoas.

Segundo o professor Glauco Barreira, “esse procedimento estava em sintonia com a concepção cosmológica e determinista que se tinha do mundo. Desse modo, a crença no destino ‘tornava’ os acontecimentos futuros inevitáveis […]”[2].

Neste contexto, a hermenêutica era utilizada em duas situações distintas. Na primeira, ela era usada pelos feiticeiros e adivinhos para interpretarem as mensagens referentes ao destino das pessoas. Na segunda, pelos próprios assistentes destes feiticeiros, que precisavam interpretar os pronunciamentos destes adivinhos, visto que eles faziam previsões com uma linguagem demasiadamente abstrata.

Hermenêutica e o Cristianismo

Com a ascensão do cristianismo[3], a hermenêutica passou a ser utilizada para a interpretação da Bíblia. Surgiram, nessa época, os primeiros intérpretes do livro sagrado cristão. Após a confecção do Novo Testamento, foram criadas várias ramificações do cristianismo original e, com elas, várias formas de se interpretar a Bíblia.

Tal fato proporcionou o desenvolvimento da hermenêutica bíblica. Na gênesis dessa hermenêutica, se destacaram duas correntes: a Escola de Alexandria e a Escola de Antioquia. A respeito dessas correntes hermenêuticas, Glauco Barreira afirma:

Entre os cristãos, inicialmente, existiam duas grandes escolas de hermenêutica bíblica: a Escola de Alexandria e a Escola de Antioquia. A primeira, tinha Clemente e Orígenes como seus grandes corifeus. Estes procuravam conciliar a mensagem cristã com a filosofia grega e, para a consumação de tal objetivo, alegorizavam os relatos históricos contidos na Escritura. Enquanto isso, os seguidores da Escola da Antioquia, prestigiando a compreensão mais óbvia dos textos, favoreciam uma interpretação mais literal. Acreditavam que, na Bíblia, existiam alegorias, no entanto, distinguiam a interpretação das Escrituras alegóricas da interpretação alegórica da Escritura.[4]

Podemos perceber, portanto, que a Escola de Antioquia possuía traços semelhantes com o que viria a ser a Escola da Exegese, pois ambas defendiam uma interpretação mais literal dos textos que essas correntes estudavam.

Entretanto, é válido ressaltar que essas escolas possuíam motivos distintos para defenderem essa interpretação literal.

Durante a Idade Média, surgiram alguns célebres intérpretes do livro sagrado cristão, como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, que deram grandes contribuições para a hermenêutica teológica cristã. Após isso, com o advento da Reforma Protestante, cresceu o número de igrejas independentes da Igreja Católica e, com isso, aumentou o número de interpretações diferentes da Bíblia.

Tal fato propiciou um desenvolvimento, nunca antes visto, da hermenêutica bíblica e o surgimento de vários filósofos que eram estudiosos do livro sagrado cristão. Podemos perceber, pois, que a introdução da hermenêutica no campo da Filosofia era somente questão de tempo.

A Filosofia e a Hermenêutica

A ciência da interpretação foi introduzida na Filosofia por Friedrich Schleiermacher. Tal fato ocorreu devido à forma de interpretação da Bíblia que este filósofo sustentava. Na sua visão, o livro sagrado dos cristãos deveria ser interpretado “como um simples texto de natureza histórico-literária[…]”[5].

Segundo Schleiermacher, esse tipo de acepção de sentido do texto poderia e deveria ser utilizada na interpretação de qualquer obra. Ao fazer tal afirmação, esse autor abriu caminho para a introdução da Hermenêutica na Filosofia e, posteriormente, no Direito.

Hermenêutica Jurídica

Durante o período de inserção da Hermenêutica no direito, ganhou força um movimento que propunha a codificação do Direito. Tal movimento era formado por jurisconsultos que eram muito influenciados por vários ideais iluministas. Dentre eles, podemos destacar: o princípio da certeza do direito, o da autoridade e o da separação de poderes.

Todas essas ideias proporcionaram as bases teóricas para a criação do Código Napoleônico, que, ressalta-se, ainda está em vigor na França, e para o surgimento do movimento hermenêutico conhecido como a Escola da Exegese. Podemos citar com um dos motivos para a grande difusão, no meio acadêmico, das ideias desta corrente científica a obrigatoriedade do ensino deste código nas universidades francesas.

A respeito da obrigatoriedade do ensino dos ideais exegistas na França do início do século XIX, Bonnecase (1924, p.19 apud BOBBIO, 1961, p.82) afirma:

Deduz-se do discurso de Blondeau que o governo imperial quase que ordenou a exegese [grifo nosso], tendo as Faculdades de Direito por primeiro objetivo lutar contra as tendências filosóficas que se manifestavam, precariamente, aliás, na maior parte do tempo, no curso de legislação das escolas centrais[6]

Percebemos pela parte grifada o quanto era importante, para Napoleão Bonaparte, o ensino dos preceitos exegistas nas universidades. Tal fato justifica-se pelos ideais da Escola da Exegese proporcionarem um controle maior da população pelo Estado, contribuindo para a noção de que “o Direito e o Código Civil eram uma das formas de dominação de que Napoleão dispunha.”[7].

Além disso, é válido ressaltar que alguns dos principais expoentes da Escola da Exegese, como Alexandre Duranton, Charles Aubry e Frédéric Charles Rau, eram professores universitários na França pós-revolucionária.

A Hermenêutica Jurídica nos Tribunais Superiores

A interpretação de normas legais e constitucionais é amplamente utilizada pelos Tribunais Superiores pátrios, por meio de métodos hermenêuticos, para a melhor aplicação nos casos concretos. Vejamos aqui um exemplo do STF:

EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. HERMENÊUTICA. CONTRIBUIÇÃO AO PIS E COFINS. NÃO INCIDÊNCIA. TELEOLOGIA DA NORMA. VARIAÇÃO CAMBIAL POSITIVA. OPERAÇÃO DE EXPORTAÇÃO.

I – Esta Suprema Corte, nas inúmeras oportunidades em que debatida a questão da hermenêutica constitucional aplicada ao tema das imunidades, adotou a interpretação teleológica do instituto, a emprestar-lhe abrangência maior, com escopo de assegurar à norma supralegal máxima efetividade.

II – O contrato de câmbio constitui negócio inerente à exportação, diretamente associado aos negócios realizados em moeda estrangeira. Consubstancia etapa inafastável do processo de exportação de bens e serviços, pois todas as transações com residentes no exterior pressupõem a efetivação de uma operação cambial, consistente na troca de moedas.

III – O legislador constituinte – ao contemplar na redação do art. 149, § 2º, I, da Lei Maior as “receitas decorrentes de exportação” – conferiu maior amplitude à desoneração constitucional, suprimindo do alcance da competência impositiva federal todas as receitas que resultem da exportação, que nela encontrem a sua causa, representando consequências financeiras do negócio jurídico de compra e venda internacional. A intenção plasmada na Carta Política é a de desonerar as exportações por completo, a fim de que as empresas brasileiras não sejam coagidas a exportarem os tributos que, de outra forma, onerariam as operações de exportação, quer de modo direto, quer indireto.
[…]

(RE 627815, Relator(a): ROSA WEBER, Tribunal Pleno, julgado em 23-05-2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-192 DIVULG 30-09-2013 PUBLIC 01-10-2013 RTJ VOL-00228-01 PP-00678)

Vejamos agora um exemplo do Superior Tribunal de Justiça:

RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. DIREITO PENAL. FURTO. PRECEDENTE JUDICIAL VINCULATÓRIO. REEXAME DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL. NECESSIDADE. HERMENÊUTICA JURÍDICA. NÃO INCIDÊNCIA DA MAJORANTE DO REPOUSO NOTURNO NO FURTO QUALIFICADO. AUMENTO DE PENA EM RAZÃO DE FURTO COMETIDO DURANTE O REPOUSO NOTURNO. DESPROPORCIONALIDADE.

1. Na formulação de precedente judicial, sobretudo diante de sua carga vinculatória, as orientações jurisprudenciais, ainda que reiteradas, devem ser reexaminadas para que se mantenham ou se adéquem à possibilidade de evolução de entendimento.

2. A interpretação sistemática pelo viés topográfico revela que a causa de aumento de pena relativa ao cometimento do crime de furto durante o repouso noturno, prevista no art. 155, § 1º, do CP, não incide nas hipóteses de furto qualificado, previstas no art. 155, § 4º, do CP. […]

5. Recurso especial parcialmente provido.

(REsp n. 1.888.756/SP, relator Ministro João Otávio de Noronha, Terceira Seção, julgado em 25/5/2022, DJe de 27/6/2022.)

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    Referências Bibliográficas

    BOBBIO, Norberto. O positivismo jurídico: Lições de filosofia do direito. São Paulo: Ícone, 1995.
    BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. 27. ed. – São Paulo: Malheiros
    BORGES, José Ademir Campos. O processo do conhecimento humano e as correntes do pensamento jurídico. In: Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 685, 21 maio 2005 . Disponível em: <http://jus.com.br/revista/texto/6751>. Acesso em: 13 set. 2012.
    LIMA, Iara Menezes. Escola da Exegese. In: Revista brasileira de estudos políticos, Belo Horizonte, n. 97, jan 2008. Disponível em: http://www.pos.direito.ufmg.br/rbep/097105122.pdf. Acesso em set 2012.
    MAGALHÃES FILHO, Glauco Barreira. Hermenêutica e unidade axiológica da Constituição. 3. ed. - Belo Horizonte: Mandamentos, 2004.
    ________________. Hermenêutica Jurídica Clássica. 2. ed. – Belo Horizonte: Mandamentos, 2003.
    MELO, Liana Holanda de. Hermenêutica jurídica: a escola da exegese e o mito da neutralidade. In:Âmbito Jurídico, Rio Grande, XIV, n. 85, fev 2011. Disponível em: <http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9031&revista_caderno=15>. Acesso em set 2012.
    Imagem: Pixabay
    [1]  É válido ressaltar que a própria palavra “hermenêutica” tem origem grega. Essa palavra possui similaridades com a grafia do nome do deus grego “Hermes”. Este deus foi, segundo a mitologia grega, o inventor da linguagem e da escrita. Tal fato corrobora com a afirmação de que a origem da hermenêutica possui estreitas ligações com a teologia pagã.
    [2]  MAGALHÃES FILHO, Glauco Barreira. Hermenêutica e unidade axiológica da Constituição, p. 33-34
    [3] Iremos nos ater ao cristianismo devido a sua maior presença no Brasil. Todavia, é válido ressaltar que essa religião não foi a única a se preocupar com a interpretaçao de seu livro sagrado. Dentre essas religiões, podemos citar o Islamismo, com a existência do Tafsir, que era o texto de comentário, escrito pelos mufassires, sobre o Corão, a religião Hindu, com o desenvolvimento da Escola de Mimamsa e o judaísmo, com o trabalho de interpretação do Torá pelos doutores da lei judaica.
    [4]  MAGALHÃES FILHO, Glauco Barreira. Op.cit., p. 34-35
    [5]  MAGALHÃES FILHO, Glauco Barreira. Op.cit., p. 37
    [6] BONNECASE, Julien. L'école de l'exégèse en droit civil. In: BOBBIO, Norberto. O positivismo jurídico: lições de filosofia do direito:  São Paulo: Ícone, 1995. p. 82.
    [7] MELO, Liana Holanda de. Hermenêutica jurídica: a escola da exegese e o mito da neutralidade. In:Âmbito Jurídico, Rio Grande, XIV, n. 85, fev 2011.

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    Artigos

    Analogia no Direito: o que é e como aplicar?

    Redação Direito Diário

    Publicado

    em

    analogia no direito

    A compreensão do Direito enquanto sistema de normas no qual qualquer conflito social encontrará resposta demanda um ordenamento jurídico dotado de unidade, coerência e completude.

    Unido, pois o ordenamento será composto por um todo de normas hierarquizadas que lhe dão forma, sendo a superior o fundamento de validade da inferior. 

    Coeso, pois não poderão subsistir antinomias no seu interior; devendo ser excluídas do sistema normas que a ele não sejam incompatíveis por critérios de temporalidade, especificidade ou hierarquia.

    Completo, pois o juiz ao se deparar com um conflito posto à sua apreciação não poderá apelar ao non liquet; deverá encontrar no Direito uma resposta ao caso e julgá-lo, já que o sistema não possui [em tese] lacunas.

    Sobre a História da Analogia no Direito

    O instituto da analogia no Direito moderno surge como decorrência do terceiro dogma do ordenamento: a sua pretensão de completude. Já se podia extraí-la do art. 4º do Code Napoléon. O Direito sempre deverá ter uma resposta. Às vezes, mais clarividente; outras vezes, mais velada.

    Diriam os exegéticos que a analogia nada mais é do que o descortinar da norma oculta já dada pelo legislador, mas que não se fazia evidente na lei. Bobbiovai além ao afirmar que, por meio do argumentum a simili, o sistema jurídico expande-se, abarcando situações não contidas previamente na lei.

    Aproveite e veja esse artigo sobre as Contribuições da Escola da Exegese. Também pode averiguar sobre as origens e principais características da Escola da Exegese.

    Em Organon, de Aristóteles, já se tinha referência ao raciocínio analógico: “A guerra dos focenses contra os tebanos é ruim; a guerra dos atenienses contra os tebanos é semelhante à guerra dos focenses contra os tebanos; a guerra dos atenienses contra os tebanos é ruim”.

    A analogia no Direito também é milenar. O Digesto romano já a previa: “Não podendo qualquer artigo individual da lei ou dos decretos do Senado compreender o caso consultado, mas sendo clara a razão da decisão, deverá aquele que exerce a jurisdição dizer por similitude o direito” (Digesto Juliano – Dig. 1.3.12).2

    Pois bem, antes de nos aprofundamos sobre a analogia no Direito, convém entender a analogia em suas raízes lógicas. Por excelência, a analogia é um instituto da lógica; o Direito apenas o tomou por empréstimo.

    Do grego “αναλογία”, ou proporção, a analogia consiste em um juízo de identidade entre duas premissas assemelhadas, a partir das quais logicamente deverão emergir conclusões igualmente assemelhadas.

    Alerte-se que a analogia não busca a verdade empírica, mas a justeza lógico-discursiva. Não pretende a verdade substancial, mas a perfeição formal. Como qualquer instituto da lógica, o seu compromisso é a coerência do discurso, é a compatibilidade premissa-conclusão.

    Para deixar clara a problemática, vejamos um novo exercício lógico: Platão é mortal; cavalos são semelhantes a Platão; logo, cavalos são mortais. Perceba que no iter do raciocínio analógico surge uma anomalia silogística: “semelhante”. O que seria “semelhança”?

    Neste pormenor repousa o problema do silogismo em sistemas complexos como o jurídico. Desvendando a “semelhança”, percebe-se que o que acontece na segunda proposição [cavalos são semelhantes a Platão], na verdade, é um salto indutivo [premissa menor para premissa maior] seguido por um salto dedutivo [premissa maior para premissa menor].

    Explicando: o que há, na verdade, para que ocorra a analogia é a busca por um elemento comum entre ‘Platão’ e ‘cavalo’, ou seja, uma premissa maior [i. g., vida]. Para, enfim, com base nela, atingir-se a conclusão [cavalos são mortais]. Reconstruindo o exemplo: Platão é um ser vivo; Platão é mortal; logo, seres vivos são mortais. Com efeito, sendo os cavalos seres vivos; os cavalos são mortais.

    Quando o interprete se depara com um caso concreto que não possui previsão exata no texto legislativo, busca guarida na analogia para salvar a pretensão de completude do ordenamento jurídico da tempestade do imprevisível. Ou seja, a analogia no Direito é tomada como a exceção.

    A razão de a utilização da analogia no Direito ser apenas um recurso subsidiário decorre do fato de a analogia escapar do legislativamente tangível. No diapasão da supremacia do Legislativo, a analogia deve ser exceção, uma vez que é a válvula de escape encontrada pelo aplicador para integrar o sistema por meio de critérios alheios ao prévio exame dos “representantes do povo”.

    Analogia no Direito Brasileiro

    No direito brasileiro, a analogia está prevista como método de integração jurídico no art. 4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro: “Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito”.É a positivação da insuficiência do Estado legislativo: onde há “quando a lei for omissa”, leia-se “quando o legislador for omisso”.

    O dispositivo soaria quase como um mal necessário para um positivista clássico ao reconhecer a rebelião dos fatos diante da escassez do Direito legislativo. Derrotado, o legislador concede ao interprete pela analogia poder para, em menor escala, criar o Direito e apaziguar os ânimos sociais que nada se acalmam com o silêncio do Parlamento.

    Ao conceder poder criativo ao aplicador, surge o problema de definir como se dará tal analogia, uma vez que há infinitas variáveis interpretativas que poderão levar o processo analógico para uma direção ou para outra, pois o Direito não se resume ao simples silogismo. “O Direito não é uma ciência exata” é o que dizem os professores. Assim, o simples juízo de identidade torna-se um processo deveras complexo que saneia o problema da incompletude, mas expõe o problema da insegurança jurídica.

    No Direito, diversas normas se entrelaçam no processo lógico-cognitivo de interpretação. A infinitude de variáveis torna o processo lógico-silogístico instável e imprevisível, uma vez que as premissas poderão variar conforme variam a significação dos enunciados e a aplicabilidade das normas.

    Um exemplo bastante emblemático é analogia no Direito Penal. Como bem se sabe, este ramo do Direito é regido pela reserva legal4, o que inibe a utilização da analogia para a configuração de crime ou para a culminação de pena que não estejam previstas previamente em lei.

    Perceba que o que afasta a possibilidade criação do crime-por-analogia não é a impossibilidade do raciocínio analógico em si, mas, sim, a interferência de uma norma constitucional, que afasta a possibilidade do crime-por-analogia da conclusão lógica. Este é apenas um exemplo, ainda relativamente simples, de como as inter-relações normativas dificultam o processo analógico preciso no Direito.

    Inserida no contexto sócio-histórico, a analogia é, ao mesmo tempo, uma filha e uma denunciante da insuficiência do Estado-legislador. A complexibilização da sociedade pós-industrial deflagrou o processo de putrefação dos ideais legislativos de prever todos os incidentes sociais a priori e dotá-los de consequências plenamente previsíveis.

    A empreitada fracassou por partir de duas falsas premissas: (i) a suficiência dos enunciados linguísticos na premunição dos fatos sociais; e (ii) a capacidade legiferante de acompanhar as transformações sociais. Dentre as muitas proles deste processo, a analogia é uma filha emblemática.

    Ao mesmo tempo, a analogia já há tempos vinha denunciando, de forma discreta e eficaz, as limitações dos velhos paradigmas jurídicos sobressaltados pelo legalismo exegético e pelas ideias do Iluminismo.

    Como profeta de uma realidade adiada pelas reações legalistas, a analogia é uma proclamação da ruína do Estado-legislador. O séc. XIX foi do Legislativo; e o séc. XX foi do Executivo. Seria o séc. XXI do Judiciário? À questão só com o tempo dará respostas, mas o certo é que a analogia, com a desculpa de fechar as lacunas do sistema, já de longe anunciava as mudanças que estariam por vir na Ciência Jurídica.

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    Especificações

    • Livro

    Referências

    1 BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. Tradução de Ari Marcelo Solon. São Paulo: Edipro, 2011, p. 147.

    2 Non possunt omnes articuli singillatim aut legibus aut senatus consultis compreendi: sed cum in aliqua causa sententia earum manifesta est, is qui iurisdictioni praeest ad similia procedere atque ita ius dicere debet.

    3 A analogia também se faz presente em outros diplomas legais: artigo 126 do Código de Processo Civil de 1973; artigo 140 do Código de Processo Civil de 2015; artigo 3º do Código de Processo Penal; artigo 8º da Consolidação das Leis do Trabalho; e artigo 108, inciso I, do Código Tributário Nacional.

    4 Constituição Federal de 1988: art. 5º, inc. XXXIX: não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal.

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    Direito Processual Penal

    Os 3 tipos de prisão cautelar do Código de Processo Penal

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    Prisão cautelar sofrida

    No processo penal brasileiro existe um instituto chamado prisão cautelar: uma constrição de liberdade que ocorre de forma não-definitiva, ou seja, que não é resultado de uma decisão condenatória transitada em julgado.

    O que é a Prisão Cautelar?

    Prisão cautelar não é nada mais que uma modalidade prevista pela Lei Processual Penal dentre as medidas cautelares, que, por sua vez, são medidas de natureza processual penal que buscam garantir o seguimento do processo e aplicação do poder de penar. Em outras palavras, são medidas que garantem que o processo possa seguir sem perturbação.

    Assim, a prisão cautelar busca garantir que o processo siga seu curso, impedindo que o acusado cometa outros crimes, prejudique a investigação ou ponha em risco a ordem pública.

    Em regra, quando falamos de prisão cautelar, podemos citar a prisão temporária, a prisão em flagrante, a prisão preventiva (NUCCI, 2014). Analisemos brevemente cada uma delas.

    Prisão Temporária

    Diferentemente das outras modalidades de prisão cautelar que iremos analisar, a prisão temporária não está descrita no Código de Processo Penal, mas em uma lei específica, a Lei nº 7.960/89. Ela foi criada com o fim de assegurar uma eficaz investigação policial, quando o delito a ser apurado for grave.

    O art. 1º da Lei 7.960/89 aborda as hipóteses em que se pode ser decretada a prisão temporária em seus três incisos, havendo entendimento doutrinário de que apenas um dos incisos não é o bastante para ensejar a prisão temporária, sendo necessário associar os incisos I ou II ao inciso III. In verbis, o art. 1º relata:

    Art. 1° Caberá prisão temporária:

    I – quando imprescindível para as investigações do inquérito policial;

    II – quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;

    III – quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes:

    a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°);

    b) seqüestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§ 1° e 2°);

    c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);

    d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°);

    e) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);

    f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único);

    g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único);

    h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e parágrafo único);

    i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°);

    j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com art. 285);

    l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal;

    m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro de 1956), em qualquer de sua formas típicas;

    n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976);

    o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 1986).

    p) crimes previstos na Lei de Terrorismo.

    Da mesma forma que a prisão preventiva, a temporária também necessita ser decretada em decisão fundamentada por um Juiz competente, e somente se a autoridade policial oferecer representação ou o Ministério Público apresentar requerimento, ou seja, não pode ser decretada de ofício.

    O prazo da prisão temporária será de cinco dias, podendo ser prorrogado uma vez por igual período, em caso de extrema e comprovada necessidade, ou de trinta dias (podendo ser prorrogado uma vez por igual período, em caso de extrema e comprovada necessidade) em casos de crimes hediondos ou equiparados a hediondos.

    Ao fim desse prazo, como descreve o art. 2º, §7º, da Lei 7.960/89, “o preso deverá ser posto imediatamente em liberdade, salvo se já tiver sido decretada sua prisão preventiva”.

    Caso a autoridade policial constate durante o prazo de prisão temporária que prendeu a pessoa errada ou que não há mais necessidade da custódia cautelar, pode-se soltar o suspeito.

    Ressalte-se, por fim, que a prisão temporária é uma prisão cautelar que visa garantir a segurança da investigação policial, portanto só é cabível a sua decretação durante a fase de inquérito policial. Uma vez já iniciado o processo penal propriamente dito, não há mais de se falar em prisão temporária.

    Por fim, a lei ainda estabelece que o preso temporário deve permanecer separado dos demais detentos.

    Prisão em Flagrante

    Descrita entre os artigos 301 e 310 do CPP, este tipo de prisão cautelar pode ser realizada por qualquer pessoa quando alguém for encontrado em flagrante delito. Ressalte-se que o dispositivo legal foi enfático no sentido de que “qualquer do povo poderá” enquanto “as autoridades policiais e seus agentes deverão”, expressando a faculdade do cidadão seria dever da polícia.

    De acordo com Nucci (2014), as prisões em flagrante possuem natureza administrativa e são realizadas no instante em que se desenvolve ou se encerra uma infração penal, a qual pode ser crime ou contravenção penal.

    Ademais, o art. 302 do CPP define o que seria o estado de flagrante delito como sendo:

    Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem:

    I – está cometendo a infração penal;

    II – acaba de cometê-la;

    III – é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração;

    IV – é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.

    Ressalte-se que em caso de delito permanente, o estado de flagrância ocorre enquanto não cessar a permanência do ato delituoso. Por exemplo: no caso do crime de sequestro (art. 148 do Código Penal), enquanto o sequestrado estiver em poder do sequestrador poderá ocorrer a prisão flagrancial.

    Como se pode ver pelo art. 302, existem algumas formas de flagrante, vejamos algumas das classificações.

    Inicialmente, o flagrante pode ser próprio, impróprio ou presumido. É próprio o flagrante quando o agente está em pleno desenvolvimento dos atos executórios da infração penal ou quando ele acabou de concluir a prática delitiva (incisos I e II do art. 302 CPP).

    O flagrante impróprio, por outro lado, ocorre quando o agente consegue fugir e, portanto, não é preso no local do delito, mas há elementos que em faça presumir ser o autor da infração (inciso III do art. 302 CPP).

    Por fim, nas palavras de Nucci (2014) o flagrante presumido se caracteriza “na situação do agente que, logo depois da prática do crime, embora não tenha sido perseguido, é encontrado portando instrumentos, armas, objetos ou papéis que demonstrem, por presunção, ser ele o autor da infração penal (inciso IV do art. 302 do CPP).”

    A outra diferenciação importante a ser feita em relação aos outros tipos de prisão cautelar é entre o flagrante preparado, o flagrante forjado e o flagrante esperado. O primeiro ocorre quando um agente provoca o suspeito a praticar um delito para que possa prendê-lo. Nesse caso, é preciso destacar que tratar-se-ia de um crime impossível, visto que seria inviável a sua consumação, já que o agente provocador iria agir no sentido de evitar a consumação do crime (NUCCI, 2014).

    O STF, inclusive, editou o enunciado sumulado nº 145 a respeito dessa situação, in litteris: “Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação”.

    O flagrante forjado, por outro lado, seria um flagrante totalmente artificial, onde um terceiro iria organizar a situação para incriminar o agente, contudo a pessoa presa jamais pensou ou agiu para compor qualquer parte da infração penal (NUCCI, 2014).

    O flagrante esperado, por outro lado, é plenamente viável para autorizar a prisão em flagrante. Essa modalidade de prisão cautelar ocorre quando é avisado à autoridade policial que irá ocorrer um crime em determinado local. A polícia se desloca para o endereço informado e aguarda a ocorrência do delito para que possa tentar evitar o cometimento do crime e efetuar a prisão do agente.

    Contudo, como a autoridade policial não possui certeza sobre a informação prestada nem controla a ação do agente, é viável a consumação do crime. É preciso ressaltar ainda que caso a polícia tome todas as precauções para evitar a consumação do delito enquanto espera o flagrante, esta hipótese deixaria de ser um flagrante esperado para um caso de crime impossível, fazendo com que o agente não seja punível.

    Após a prisão, o flagranteado deve ser levado à presença da autoridade competente para a colheita de depoimentos e realização do interrogatório. Depois de tal procedimento e com base nas evidências colhidas, o acusado poderá (i) ser recolhido à prisão; (ii) ser solto mediante pagamento de fiança; (iii) ser solto sem pagamento de fiança.

    Ao receber o auto de prisão em flagrante, de acordo com o art. 310 do CPP, o juiz competente deverá, em até 24 horas após a prisão, promover a audiência de custódia e, nela, decidir de forma fundamentada se irá: (i) relaxar a prisão, caso ela seja ilegal; ou (ii) converter a prisão em preventiva, caso existam os requisitos para tal e se revelarem inadequadas as medidas cautelares diversas; ou (iii) conceder liberdade provisória com ou sem fiança.

    Prisão Preventiva

    Descrita entre os artigos 311 e 316 do CPP, as prisões preventivas são um tipo de prisão cautelar que podem ser decretadas pelo juiz em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal a requerimento da Autoridade Policial, do Ministério Público, do querelante ou do assistente de acusação.

    ATENÇÃO! Após a entrada em vigor da lei nº 13.964/19, a decretação das prisões preventivas precisam ser provocadas, não havendo mais a hipótese de decretação de ofício pelo juiz.

    O decreto prisional, como qualquer outra decisão judicial, necessitar ser fundamentada. Nesse caso, existem alguns requisitos essenciais para a decretação: fumus commissi delicti e o periculum libertatis.

    O primeiro seria a prova da existência do crime e indício suficiente de autoria, enquanto o segundo seria o iminente perigo gerado por o agente permanecer em sociedade. Com relação ao periculum libertatis, a decisão deve ser motivada para a garantia da ordem pública, da ordem econômica, para a conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal.

    A garantia da ordem pública é a fundamentação de interpretação mais ampla e flexível, uma vez que cabe ao juiz mensurar o abalo que o crime e suas consequências causam na sociedade, bem como se o delito pode provocar a prática de outras ações danosas.

    Nas palavras de Nucci (2014), a “garantia da ordem pública pode ser visualizada por vários fatores, dentre os quais: gravidade concreta da infração + repercussão social + periculosidade do agente. […]”.

    A garantia da ordem econômica seria uma espécie da garantia da ordem pública. Nessa hipótese, o agente poderia causar um grave dano à situação econômico financeira de uma instituição ou de órgão do Estado caso não seja segregado da sociedade.

    A conveniência da instrução criminal seria o motivo que visa proteger o correto andamento da ação penal. Nesse caso, tentasse evitar que o agente busque atrapalhar produção de provas, ameaçando testemunhas ou destruindo documentos, por exemplo.

    Já a garantia da aplicação da lei penal seria para assegurar ao Estado o exercício do seu direito de punir, caso o agente seja sentenciado como culpado. Assim, essa prisão cautelar busca, por exemplo, evitar que o agente fuja do distrito da culpa e não arque com as eventuais consequências legais de suas ações.

    Ademais, conforme bem apregoa o art. 312, parágrafo único, a prisão preventiva também poderá ser decretada em casos onde o agente descumpre alguma medida cautelar diversa da prisão (tirar a tornozeleira eletrônica, por exemplo).

    Contudo, mesmo que haja a presença comprovada do fumus commissi delicti e o periculum libertatis, não é possível a decretação da prisão preventiva para todos os crimes. De acordo com o art. 313, do CPP, temos que:

    Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão preventiva:

    I – nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos;

    II – se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença transitada em julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal;

    III – se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das medidas protetivas de urgência;

    É importante ressaltar que, caso não se tenha certeza sobre a identidade civil do agente, ele poderá permanecer preso até que seja corretamente identificado, quando o juiz deverá realizar a análise supra detalhada sobre a manutenção ou não do encarceramento.

    Há ainda a ressalva expressa, no parágrafo segundo do artigo supra citado, de que não se pode decretar a prisão preventiva com a finalidade de antecipar o eventual cumprimento de pena ou como “decorrência imediata de investigação criminal ou da apresentação ou recebimento de denúncia.”

    Por fim, caso o juiz verifique não subsistem mais os requisitos para a manutenção da prisão preventiva, esta poderá ser revogada. Nessa hipótese, também é possível uma nova decretação, caso sobrevierem razões que a justifiquem.

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    Referências:

    NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Processo Penal e Execução Penal. 11. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2014.
    Imagem disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/pris%c3%a3o-cela-de-pris%c3%a3o-cadeia-crime-553836/>. Acesso em 26 nov 2021.
    Imagem: Pixabay

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