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Ambiental

Deus não é surdo! Legisladores buscam aprovar leis sancionando isolamento acústico em templos religiosos

Redação Direito Diário

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Atualizado pela última vez em

 por Ingrid Carvalho

É comum que em cultos das mais diversas religiões haja momentos em que a fé se pronuncia da forma mais audível possível, por meio de louvores e cânticos que, muitas vezes, incomodam transeuntes e vizinhos dos templos que adotam tal costume.

Pensando nisso, a Prefeitura de Sorocaba (SP) encaminhou à Câmara um projeto de lei determinando que igrejas e outros templos religiosos devam ter isolamento acústico. O projeto, que trata do controle e da fiscalização das atividades geradoras de poluição sonora na cidade, aguarda parecer da Secretaria Jurídica do Legislativo para ser posto em pauta, discutido e votado.

De acordo com esse projeto, os templos poderão se adequar aos mesmos padrões de residências comuns ou serão fixados padrões especiais para seus níveis de ruído e vibrações. Deverão ainda apresentar laudo técnico de medição de ruído, de acordo com as normas estabelecidas em legislação federal. Caso seja aprovada, os estabelecimentos religiosos terão trinta dias para se adequar à nova lei, e aqueles que a descumprirem serão notificados, podendo pagar multa entre R$ 5 mil e R$ 15 mil ou até mesmo serem fechados pela prefeitura.

No mesmo sentido, a Secretaria de Planejamento (Seplan) de Bauru (SP) está definindo novas regras para aprovar projetos de templos religiosos na cidade. Dentre as normas discutidas, está a obrigatoriedade de revestimento acústico, vagas de estacionamento e elevadores ou rampas de acesso para portadores de necessidades especiais.

Ambas as medidas não foram bem recepcionadas pela bancada evangélica de ambas as cidades. Os vereadores tentam alterar as referidas proposições por meio de emendas, alegando que as exigências são exageradas e inviabilizarão a abertura de novas igrejas.

O argumento mais usado pelos defensores de ambos os projetos gira em torno da garantia do sossego público, um bem jurídico protegido por lei. Por outro lado, Sandro Bussola, vereador de Bauru pelo PT, disse que o poder público tem que deixar de compreender as igrejas pelo viés da religiosidade e passar a encará-las como “ações sociais”:

Sem as igrejas, a criminalidade vai aumentar. Elas tiram muitas pessoas das drogas e acolhem quem passa por dificuldades. Estamos no mês de enfrentamento ao suicídio. Quantos potenciais suicidas não optam pela vida quando recebidos nos templos. Se eles deixarem de existir ou fecharem, o que vai acontecer?”

Dentre outros argumentos, os idealizadores do projeto foram inclusive acusados de incitar a cristofobia. Em defesa a tais acusações, o secretário de planejamento de Bauru negou qualquer tipo de perseguição às igrejas, dizendo que as normas estão sendo definidas pelo Termo de Referência Técnica valem para templos de qualquer religião, não só os cristãos.

Referências:
http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/642638/projeto-obriga-igrejas-a-ter-isolamento-acustico
http://www.jcnet.com.br/Politica/2015/09/bancada-evangelica-reage-a-regras-para-templos-religiosos.html

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OAB Diária – 38º Exame de Ordem – Direito Ambiental #2

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A resolução de questões é o melhor método para potencializar o aprendizado, bem como entender o que a banca examinadora pretende exigir dos seus candidatos.

Hoje iremos analisar uma questão de Direito Ambiental do Exame Unificado XXXVIII, de 2023. Vamos juntos?

Questão OAB

Banca: FGV Prova: 2023 – Exame da Ordem Unificado XXXVIII – Primeira Fase Matéria: Direito Ambiental #2

Tramita na Câmara do Município Alfa projeto de lei que dispõe sobre proteção ao meio ambiente no âmbito de seu território, observado o interesse local. Sabe-se que o projeto de lei está harmônico com a disciplina legislativa estadual e federal atualmente vigente.

No caso em tela, em matéria de competência legislativa ambiental, de acordo com a CRFB/88, é correto afirmar que o projeto de lei, em tese, 

A) ofende a Carta Magna, porque compete à União legislar privativamente sobre proteção ao meio ambiente, observadas as premissas constitucionais.

B) é incompatível com a Carta Magna, porque compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar privativamente sobre proteção ao meio ambiente.

C) não viola a Carta Magna, porque o Município possui competência suplementar à da União e à dos Estados para legislar sobre proteção ao meio ambiente, no limite do seu interesse local e desde que tal regramento seja harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais entes federados.

D) não afronta a Carta Magna, porque o Município possui competência concorrente e não suplementar com a União e os Estados para legislar sobre proteção ao meio ambiente, de maneira que pode dispor de forma diversa e menos protetiva ao ambiente do que a disciplina estadual.

Questões Oab Diária
Imagem: Pixabay

Resolução

A questão trata essencialmente a Competência Legislativa Ambiental, prevista na Constituição Federal. Nesse caso, mais precisamente, é necessário o conhecimento sobre a competência suplementar dos Municípios.

Para responder a essa questão é necessário apenas o conhecimento da letra da lei. Vejamos o art. 24, VI, e o art. 30, I e II, ambos da CRFB/88:

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: […]

VI – florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;

Art. 30. Compete aos Municípios:

I – legislar sobre assuntos de interesse local;

II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;

Isso posto, temos que a referida lei do Município Alfa não viola os ditames constitucionais.

Gabarito: Letra C.

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atualizado em 12 de abril de 2024 03:28

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Edition 12
Language Português
Number Of Pages 2968
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Format eBook Kindle

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OAB Diária – 38º Exame de Ordem – Direito Ambiental#1

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Esta iniciativa, promovida pelo site Direito Diário, veio para auxiliar na sua preparação, de maneira totalmente gratuita, com resolução de questões e comentários dos advogados que trabalham para o periódico.

A resolução de questões é o melhor método para potencializar o aprendizado, bem como entender o que a banca examinadora pretende exigir dos seus candidatos.

Hoje iremos analisar uma questão de Direito Ambiental do Exame Unificado XXXVIII, de 2023. Vamos juntos?

Questão OAB

Banca: FGV Prova: 2023 – Exame da Ordem Unificado XXXVIII – Primeira Fase Matéria: Direito Ambiental #1

O condomínio residencial Alfa Orquídeas é constituído por diversos blocos, com médio núcleo populacional, e está localizado em zona urbana do Município Beta, situado no Estado Gama.

Diante da inexistência de rede canalizada para distribuição e abastecimento de água potável na localidade, desde a recente construção do condomínio, os condôminos fazem uso de caminhões pipas. Seja pelo alto custo, seja pela escassez dos caminhões pipas, os condôminos aprovaram, por unanimidade em assembleia, que o condomínio iria proceder à construção de um poço semiartesiano, para extração de água de um aquífero subterrâneo existente no local, para fins de consumo final. Sabe-se que o citado aquífero não é de domínio da União, que não tem qualquer tipo de interesse na questão.

Para agir dentro da legalidade, antes da construção do poço, o síndico do condomínio residencial Alfa Orquídeas deve requerer

A) licença ambiental ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

B) licença ambiental ao órgão ambiental do Município Beta.

C) licença de uso de recursos hídricos ao Município Beta.

D) outorga de uso de recursos hídricos ao Estado Gama.

Questões Oab Diária
Imagem: Pixabay

Resolução

A questão trata essencialmente da Política Nacional de Recursos Hídricos, previsto na Lei nº 9.433/97. Nesse caso, mais precisamente, é necessário o conhecimento sobre a outorga de direitos de uso de recursos hídricos.

Para responder a essa questão é necessário apenas o conhecimento literal da Lei nº 9.433/97. Vejamos o seu art. 12, II, e art. 14:

Art. 12. Estão sujeitos a outorga pelo Poder Público os direitos dos seguintes usos de recursos hídricos: […]

II – extração de água de aqüífero subterrâneo para consumo final ou insumo de processo produtivo;

Art. 14. A outorga efetivar-se-á por ato da autoridade competente do Poder Executivo Federal, dos Estados ou do Distrito Federal.

Isso posto, temos que é necessária a outorga junto ao órgão estadual competente para a construção do poço.

Gabarito: Letra D.

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OAB Diária – Exame de Ordem Comentado – Direito Ambiental#1

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Hoje iremos analisar uma questão de Direito Ambiental do Exame Unificado XXXVII, de 2023. Vamos juntos?

Questão OAB

Banca: FGV Prova: 2023 – Exame da Ordem Unificado XXXVII – Primeira Fase Matéria: Direito Ambiental

A sociedade empresária Alfa é fabricante e comerciante de pilhas e baterias. Em matéria de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, com base na Política Nacional de Resíduos Sólidos, a autoridade competente vem cobrando da sociedade empresária que promova o retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos.

O sócio administrador da sociedade empresária Alfa entendeu que a responsabilidade pela destinação final das pilhas e baterias deve ser exclusivamente do consumidor final, razão pela qual contratou você, como advogado(a), para prestar consultoria jurídica. Levando em conta o que dispõe a Lei nº 12.305/2010, você informou a seu cliente que, no caso em tela, de fato, ele está obrigado a

A) estruturar e implementar sistema de logística reversa.

B) instituir o sistema de coleta seletiva no âmbito do Município onde está instalada a sede social da sociedade empresária.

C) contratar cooperativas de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis para recolher os produtos.

D) recomprar os produtos usados, não podendo disponibilizar postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis.

Questões Oab Diária
Imagem: Pixabay

Resolução

A questão trata essencialmente da Política Nacional de Resíduos Sólidos, previsto na Lei nº 12.305/2010. Nesse caso, mais precisamente, é necessário o conhecimento sobre as responsabilidades das Empresas Fabricantes, Importadores, Distribuidores e Comerciantes. Para responder a essa questão é necessário apenas o conhecimento literal da Lei nº 12.305/10. Vejamos o seu art. 33, II:

Art. 33.  São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: […]

II – pilhas e baterias;

Isso posto, temos que é responsabilidade da empresa Alfa estruturar e implementar sistema de logística reversa.

Gabarito: Letra A.

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atualizado em 11 de abril de 2024 20:19

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Language Português
Number Of Pages 2968
Publication Date 2020-10-16T00:00:00.000Z
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