O Zika virus (ZIKAV) é um Arbovirus, ou seja, um tipo de vírus que pode ser transmitido aos humanos por insetos (mosquitos e carrapatos, por exemplo), nos quais ocorre parte de seu processo de replicação. Ele pertence à família Flaviviridae, a mesma dos vírus da dengue e da febre amarela, e foi isolado, pela primeira vez em 1947, em macacos na Floresta de Zika, em Uganda, na África. Anos mais tarde, o vírus Zika foi identificado em humanos, na Nigéria.

Depois, há notícias de sua presença em diversas regiões da África, no leste asiático, na Oceania e, mais recentemente na Ilha de Páscoa, no Chile, assim como na Colômbia, Paraguai, México, Venezuela e agora no Brasil.

Para começar, cientistas de todo o mundo sabem ainda menos sobre o Zika do que sabiam sobre o vírus ebola, que causou uma epidemia jamais vista na África Ocidental no ano passado.

Devido ao seu alto índice de mortalidade, o ebola foi tema de pesquisas sobre bioterrorismo, o que forneceu pelo menos um argumento a favor da busca acelerada por uma vacina. Desta vez, o vácuo de conhecimento é mais preocupante.

A prevenção pode ser feita evitando deixar água parada em locais que possam ser propícios para a multiplicação dos mosquitos como latas, copos plásticos, pneus, vasos de plantas, garrafas ou caixa d’água, por exemplo. Portanto, é de extrema importância não deixar a água da chuva acumular nestes locais. Além disso, lixos devem ficar bem tampados e o uso de repelente faz-se ótima medida preventiva. Instalar redes de proteção nas portas e janelas da residência também pode ajudar a prevenir a presença do mosquito transmissor.

Os sintomas da febre Zika são bastante similares aos sintomas da dengue. Diante dos primeiros sinais é altamente indicado procurar por um médico, de forma a avaliar o que vem causando os sintomas e de dar início a um tratamento. Além disso, é preciso que medidas preventivas sejam tomadas, com o intuito de evitar novas transmissões.

O diagnóstico da condição é basicamente clínico e por meio de sorologia, através da identificação de anticorpos. É preciso fazer um diagnóstico diferencial da dengue devido às similaridades dos sintomas, de forma a tomar as providências mais cabíveis para cada caso.

Atualmente, o tratamento da febre Zika tem se baseado somente na amenização dos sintomas, sendo que os incômodos deixam de existir espontaneamente na grande maioria das vezes em até, no máximo, 1 semana do contato com o vírus.

Para que as dores sejam amenizadas, assim como a febre e as erupções cutâneas, alguns medicamentos podem ser receitados. Importante destacar que, diante dos primeiros sintomas, é imprescindível buscar por ajuda médica e não realizar automedicação, pois o uso incorreto de certos fármacos pode piorar a condição e causar a morte.

Dentre as incertezas sobre o vírus na comunidade acadêmica está a relação entre o Zika e a microcefalia dos bebês que nascem de mães contaminadas pelo vírus durante a gestação. É que nos outros países do mundo, como na Colômbia, há um alto número de gestantes infectadas pelo mesmo vírus e que estão gerando crianças saudáveis.

Ocorre que o Ministério da Saúde confirmou no final de novembro de 2015 (28/11) a existência de relação entre as duas doenças no Brasil. É que alguns exames de amostras de sangue e tecidos foram feitos em um bebê que não sobreviveu ao parto, mas que nasceu com microcefalia de uma mulher infectada pela doença no Ceará, tendo sido identificado também a presença do Zika vírus no material genético do bebê.

Este exame foi realizado repetidamente inclusive por médicos voluntários advindos de outros continentes. A conclusão de alguns é uma possível mutação do vírus na região do Brasil, o que gera preocupação para todo o mundo e um alerta à Organização Mundial da Saúde que está movendo esforços para conter o surto.

Em teoria, não deveria ser muito difícil produzir uma reação imunológica contra o Zika vírus, que está se espalhando pelas Américas, mas criar um produto seguro, eficaz e de pronta entrega que proteja mulheres e meninas em risco não é fácil na prática.

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, a Agência de Saúde Pública do Canadá e o Instituto Butantan, em São Paulo, iniciaram trabalhos com candidatos em potencial a uma vacina para o Zika, e várias empresas de biotecnologia também estão no páreo.

Entre elas está a NewLink Genetics, que ajudou a desenvolver a primeira vacina bem-sucedida contra o ebola junto com a Merck.

Já há ao menos uma grande fabricante de vacinas: a Sanofi informou na terça-feira (2) de fevereiro de 2016 que vai lançar um programa para criar uma vacina contra o Zika, um dia depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter declarado a doença e seus supostos elos com malformação cerebral de recém-nascidos uma emergência de saúde pública mundial.

Referências:
Corrida por vacina antizika já mobiliza setores acadêmico e farmacêutico
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/02/esforco-de-cientistas-para-criar-vacina-viavel-para-o-zika-enfrenta-obstaculos.html
Ex-ministro da Saúde apoiará pedido de aborto legal por microcefalia no STF
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/02/ex-ministro-da-saude-apoiara-pedido-de-aborto-legal-por-microcefalia-no-stf.html
Aedes aegypti transmite zika, dengue e chikungunya (Foto: Josué Damacena/ IOC/ Fiocruz) http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/02/agencia-da-onu-propoe-esterilizar-aedes-aegypti-com-radiacao.html
Agência da ONU propõe esterilizar Aedes aegypti com radiação
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/02/agencia-da-onu-propoe-esterilizar-aedes-aegypti-com-radiacao.html
OMS reconhece relação entre microcefalia e Zika virus
http://drauziovarella.com.br/mulher-2/gravidez/oms-reconhece-relacao-entre-microcefalia-e-virus-zika-e-faz-alerta-mundial/
Infecção por Zika virus
http://drauziovarella.com.br/letras/z/infeccao-por-zika-virus/
Zika Vírus e Microcefalia
http://www.saudemedicina.com/zika-virus-e-microcefalia/

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