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Gestão de negócios jurídicos: conheça hábitos de sucesso

Redação Direito Diário

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Atualizado pela última vez em

 por Ingrid Carvalho

Todo advogado recém-formado e também aqueles já experientes no mercado devem focar em aprender hábitos positivos de gestão de negócios jurídicos.
Isso mesmo: existem hábitos de sucesso. Para muitos, ter sucesso na gestão de negócios jurídicos é questão de ter conhecidos influentes ou nascer com dinheiro. No entanto, a boa gestão de negócios jurídicos é fruto de uma série de hábitos positivos.
É claro que ninguém conhece exatamente quais são todos os hábitos que os melhores gestores da área compartilham (nem mesmo eles), mas é fato que os listados abaixo fazem parte de uma rotina de sucesso. Confira quais são.

Usar software jurídico para aumentar a produtividade

Um dos principais indicadores de uma gestão de negócios jurídicos está na alta produtividade dos advogados de um escritório de advocacia. Afinal, quanto mais produtivos, melhor será o trabalho realizado e maiores as chances de sucesso.
Para alcançar alta produtividade, é essencial investir no uso de um software jurídico adequado para o escritório. Ele será o responsável por facilitar o trabalho dos profissionais, garantindo que eles farão mais em menos tempo.
Para isso, é importante usar um aplicativo para advogados que tenha funcionalidades úteis como a presença de Inteligência Artificial para fazer a captura dos desenvolvimentos dos processos do advogado no sistema do Judiciário ou que faça indicações de tarefas a seguir em cada caso.

Planejar o andamento dos processos com bastante antecedência

Uma das características básicas de um escritório que conta com uma boa gestão de negócios jurídicos é a capacidade de conseguir sucesso na maior parte dos seus processos, ou seja: o bom trabalho em conquistar as decisões que os clientes esperam.
Isso é feito, no entanto, com muito planejamento. Para conseguir vencer casos, é necessário ter uma estratégia bem montada, capaz de prever os principais obstáculos e ter planos para superá-los.
Assim, os advogados podem se antecipar, identificar quais os riscos de cada caso e mitigá-los. Isso aumenta muito a taxa de sucesso do escritório.

Buscar inovar e se atualizar é uma das bases da boa gestão de negócios jurídicos

O Direito é uma área que pede constante atualização dos seus participantes. Isso acontece porque as leis estão em constante mudança, os entendimentos são alterados e jurisdições são criadas.
Além disso, o mundo do Direito é alterado constantemente pela sociedade. Por exemplo, há alguns anos não existiam os crimes de Internet. Eles passaram a existir assim que a rede mundial de computadores cresceu a ponto deles serem cometidos e haver uma estrutura para lidar com isso.
Portanto, é trabalho de um bom gestor jurídico se atualizar para poder prestar o melhor serviço aos seus clientes, incluindo dominar as principais ferramentas e novidades da área como é o caso do uso de softwares jurídicos.

Estabelecer um sistema de cobrança para os clientes

A boa gestão de negócios jurídicos compreende que um escritório precisa trabalhar bem, vencer casos e satisfazer os clientes para continuar existindo. No entanto, só isso não basta. É necessário também evitar erros que sugam sua energia vital.
No caso de muitos escritórios jurídicos, especialmente iniciantes, um dos piores erros é não saber como cobrar os clientes. Isso traz consequências negativas e deixa o escritório sem condições de continuar funcionando.
A média de tramitação de um processo na Justiça Estadual é de 4 anos e 4 meses. Se o escritório não cobrar com antecedência e não tiver um sistema adequado para fazer a cobrança, poderá ficar sem receber por muito tempo.
Por isso, estabelecer um sistema de gestão de clientes na advocacia é essencial para a saúde financeira do negócio. Lembre-se que a cobrança é natural em qualquer operação comercial. Basta ser educado, breve e compreensível, embora firme, para ter bons resultados.

Tomar decisões baseadas em dados e não em “achismos”

Um dos piores hábitos que impedem uma boa gestão de negócios jurídicos é o processo de tomada de decisões baseada em “achismos”. Por exemplo, um advogado não lembra bem como funciona determinada lei e, por isso, toma uma decisão com base no que ele “acha”. Resultado: erra um conceito ou esquece uma jurisdição que invalida seu argumento.
Para se ter sucesso em qualquer negócio, é essencial tomar decisões com base em dados, fatos e informações concretas. É a nossa postura que deve se moldar à realidade e não o contrário.

Descobrir novas áreas de atuação é essencial

Uma das posturas que garantem mais sucesso para um escritório de advocacia é encontrar novas áreas de atuação. Isso porque, dessa forma, a empresa garante vida longa em um mercado ultracompetitivo.
Por exemplo, atualmente as grandes tendências de futuro são as áreas de cibersegurança, crimes digitais, uso de Blockchain na sociedade. Outras áreas importantes estão no Direito Trabalhista perante um cenário de automação, aplicação de Inteligência Artificial na sociedade, Ecodireito e planejamento de vida jurídico.
Por isso, é essencial que o escritório busque desenvolver conhecimento e expertise nessas áreas para ter sempre fontes de renda e estar na frente dos competidores, o que garantirá a vida longa e útil da empresa.
Esses são os principais hábitos de sucesso que levam a uma boa gestão de negócios jurídicos. O escritório que conseguir colocá-los em prática e transformá-los em cultura interna, terá mais sucesso do que aqueles que não adotarem esses hábitos.
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OAB Diária – 38º Exame de Ordem – Direito Penal #4

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Oab Diária 38 direito civil

Você já conhece o nosso projeto OAB Diária? Ele é voltado para você que está se preparando para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, onde iremos postar semanalmente uma questão e o gabarito comentado para darmos uma alavancada na sua preparação.

Esta iniciativa, promovida pelo site Direito Diário, veio para auxiliar na sua preparação, de maneira totalmente gratuita, com resolução de questões e comentários dos advogados que trabalham para o periódico.

A resolução de questões é o melhor método para potencializar o aprendizado, bem como entender o que a banca examinadora pretende exigir dos seus candidatos.

Hoje iremos analisar uma questão de Direito Penal do Exame Unificado XXXVIII, de 2023. Vamos juntos?

Questão OAB

Banca: FGV Prova: OAB 2023 – Exame da Ordem Unificado XXXVIII – Primeira Fase – Matéria: Direito Penal #4

Após rigorosa fiscalização, uma empresa provedora de Internet verificou que sua rede de wifi com senha bloqueada estava sendo indevidamente utilizada por um grupo de pessoas. Após notícia de fato formulada pela empresa, a Delegacia de Polícia instaurou Inquérito, tendo o Delegado Titular proferido relatório final pelo indiciamento dos envolvidos pelo crime de furto, na figura do Art. 155, § 3º, do Código Penal: “Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico”.

Diante do caso descrito, é correto afirmar que o indiciamento pelo crime de furto é:

A) inadmissível, tendo em vista que no Direito Penal não cabe analogia in malam partem.

B) admissível, tendo em vista que no Direito Penal cabe analogia in bonam partem.

C) inadmissível, pois a conduta dos investigados constitui fato atípico, tendo em vista a incidência do Princípio da Legalidade Estrita.

D) admissível, pois se trata de hipótese de interpretação analógica, cabível no Direito Penal.

Questões Oab Diária de Direito Civil
Imagem: Pixabay

Resolução

A questão trata essencialmente de Crimes Contra o Patrimônio. Mais especificamente, é necessário o conhecimento sobre o Furto, previsto no art. 155, CP.

Para responder a essa questão vejamos inicialmente a descrição legal desse delito e de seu parágrafo 3º:

Art. 155 – Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:

Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa. […]

§ 3º – Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.

Logo, vemos que é sim possível o furto de energia elétrica ou qualquer outra energia que tenha valor econômico. Contudo, a questão trata de sinal de wifi, que não energia. Seria então necessário aplicar métodos de interpretação e meios de integração normativas. Em direito penal, é possível a interpretação analógica, contudo o método da analogia somente é possível em benefício do réu.

Importante ressaltar que este não há jurisprudência pacífica equiparando site de internet à energia. Este que vos escreve encontrou julgados afirmando tanto pela possibilidade de equiparação, via interpretação analógica, quanto pela sua impossibilidade[1].

Dessa forma, por não haver entendimento pacífico sobre o tema, é inviável escolher qualquer dos itens. Em face disso, a questão foi anulada.

Gabarito: Questão ANULADA.


[1] SINAL DE INTERNET – FURTO MEDIANTE FRAUDE – NÃO CONFIGURAÇÃO – NÃO EQUIPARAÇÃO DE SINAL DE INTERNET A ENERGIA – ANALOGIA IN MALAM P ARTEM – IMPOSSIBILIDADE – PRECEDENTE STF – ABSOLVIÇÃO – POSSIBILIDADE – SENTENÇA REFORMADA 1)- NÃO OCORRE FURTO DE SINAL DE INTERNET POR NÃO AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL E POR NÃO SER POSSÍVEL SUA APROPRIAÇÃO. 2)- SINAL DE INTERNET NÃO PODE SER EQUIPARADO A ENERGIA ELÉTRICA. 3)- NÃO É POSSÍVEL APLICAÇÃO DE ANALOGIA EM LEIS QUE RESTRINJAM DIREITOS, PREJUDICANDO O RÉU. 4)- NÃO SENDO A CONDUTA DO APELANTE TÍPICA, A ABSOLVIÇÃO É MEDIDA QUE SE IMPÕE. 5)- RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. (TJ-DF – APR: XXXXX20108070001 DF XXXXX-87.2010.807.0001, Relator: LUCIANO MOREIRA VASCONCELLOS, Data de Julgamento: 02/06/2011, 2ª Turma Criminal, Data de Publicação: 10/06/2011, DJ-e Pág. 253) [grifo nosso]

APELAÇÃO CRIMINAL. FURTO. Sentença que absolveu sumariamente o apelado do crime previsto no art. 155, § 3º, do Código Penal, com fulcro no inciso III do artigo 397 do Código de Processo Penal, por entender atípica a conduta narrada na denúncia. O Ministério Público busca a reforma da sentença, com o consequente prosseguimento do processo em seus ulteriores termos. Para tanto, alega que a subtração de sinal de internet é fato típico. Revela a denúncia que o recorrido há aproximadamente um ano distribuía sinal de internet (Velox) para oito residências da Comunidade Pavão-Pavãozinho, recebendo R$ 40,00 (quarenta reais) mensais de cada usuário. Essa conduta adequa-se perfeitamente ao tipo penal descrito no art. 155, § 3º, do Código Penal, em sua parte final. Não se trata de analogia in malam partem, mas sim de interpretação analógica, autorizada no art. 3º do Código de Processo Penal. No caso, o furto de sinal de internet é válido para encaixar-se na figura típica em questão, pois é uma forma de energia por equiparação com valor econômico. Precedente do Superior Tribunal de Justiça, ao analisar o crime de furto de sinal de TV a cabo. RECURSO MINISTERIAL PROVIDO, para reformar a sentença e determinar o prosseguimento da ação penal perante o juiz tabelar, em observância ao princípio do livre convencimento motivado do julgador. (TJ-RJ – APL: XXXXX20118190001 RJ XXXXX-34.2011.8.19.0001, Relator: DES. SIRO DARLAN DE OLIVEIRA, Data de Julgamento: 18/11/2014, SÉTIMA CAMARA CRIMINAL, Data de Publicação: 27/11/2014 15:06) [grifo nosso]

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OAB Diária – 38º Exame de Ordem – D. Processual Penal #3

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Oab Diária 38 direito Processual Penal

Você já conhece o nosso projeto OAB Diária? Ele é voltado para você que está se preparando para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, onde iremos postar semanalmente uma questão e o gabarito comentado para darmos uma alavancada na sua preparação.

Esta iniciativa, promovida pelo site Direito Diário, veio para auxiliar na sua preparação, de maneira totalmente gratuita, com resolução de questões e comentários dos advogados que trabalham para o periódico.

A resolução de questões é o melhor método para potencializar o aprendizado, bem como entender o que a banca examinadora pretende exigir dos seus candidatos.

Hoje iremos analisar uma questão de Direito Processual Penal do Exame Unificado XXXVIII da OAB, de 2023. Vamos juntos?

Questão OAB

Banca: FGV Prova: OAB 2023 – Exame da Ordem Unificado XXXVIII – Primeira Fase – Matéria: Direito Processual Penal #3

João dirigia seu veículo, um Porsche Cayenne ano 2015, por uma rodovia quando, em abordagem de rotina, foi parado pela Polícia Militar. João exibiu sua carteira nacional de habilitação e o certificado de registro e licenciamento de veículo (CRLV) do ano corrente.

Após consulta ao sistema, o que é feito rotineiramente em abordagens na estrada, a Polícia Militar constatou que o CRLV era falso e o veículo era produto de roubo. João admitiu que pagou cerca de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) pelo veículo, avaliado em R$ 400.000,00, mas que não sabia que o veículo havia sido roubado, exibindo o respectivo recibo.

Sabe-se que a pena do crime de receptação é de 1 a 4 anos e multa; e que a pena do crime de uso de documento público falso é de 2 a 6 anos e multa.

Considerando a situação hipotética acima, assinale a opção que contém as regras processuais penais corretamente aplicáveis ao caso.

A) A circunstância de o acusado ter adquirido o bem por preço muito inferior ao valor de mercado configura indício da prática de receptação.

B) O delito de receptação, por expressa disposição legal, impõe a inversão do ônus da prova à defesa, cabendo a esta produzir a prova no sentido do desconhecimento da origem ilícita do bem.

C) A comprovação da materialidade do delito de uso de documento materialmente falso prescinde de produção de prova pericial.

D) O processo deve ser desmembrado, pois é cabível suspensão condicional do processo à receptação, devendo o feito prosseguir em relação ao uso de documento falso.

Questões Oab Diária de Direito Civil
Imagem: Pixabay

Resolução

A questão trata essencialmente do Procedimento em Crimes Contra o Patrimônio. Mais especificamente, é necessário o conhecimento sobre o crime de Receptação, previsto no art. 180, CP.

Para responder a essa questão é necessário o simples conhecimento da letra da lei, mais especificamente de seu parágrafo 3º (grifo nosso):

Receptação

Art. 180 – Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte: […]

§3º – Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso:

Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa, ou ambas as penas.

Dessa forma, resta claro que João incorreu no crime de Receptação, previsto no art. 180, §3º, CP.

Gabarito: Letra A.

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OAB Diária – 38º Exame de Ordem – Direito Penal #3

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Oab Diária 38 direito civil

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Questão OAB

Banca: FGV Prova: OAB 2023 – Exame da Ordem Unificado XXXVIII – Primeira Fase – Matéria: Direito Penal #3

Alan é bombeiro civil e, atendendo a uma ocorrência, foi retirar um suposto animal selvagem de um condomínio residencial. Lá chegando, deparou-se com um aparente filhote de onça, o qual foi recolhido por Alan, que deveria levar o animal ao Centro de Triagem, distante do local onde encontrado (e que seria o procedimento adequado). Porém, Alan teve a iniciativa de deixar o felino em uma área de mata próxima ao condomínio, onde imaginava ser o habitat natural do animal, e, assim, poupar seu tempo.

Carmen, residente no referido condomínio, ao chegar em casa, percebeu que seu gato Bengal (raça caracterizada por ser muito similar a uma onça) está desaparecido. Ao saber do ocorrido, percebeu que seu gato foi confundido com um filhote de onça e, por isso, foi levado por Alan e deixado na área de mata. Assim, Carmen procurou a Delegacia de Polícia e relatou o ocorrido.

Neste caso, como advogado de Alan, é correto afirmar, sobre a conduta de seu assistido, que houve erro

A) de tipo permissivo, uma vez que Alan pensava agir sob estrito cumprimento de dever legal, e por isso, sua conduta é lícita, abarcada por excludente de ilicitude.

B) de tipo inescusável, pois Alan efetivamente se confundiu sobre a espécie do animal, mas deixou de adotar as cautelas devidas, excluindo-se apenas o dolo.

C) de tipo escusável, pois Alan efetivamente não conhecia a espécie do animal apreendido, tendo adotado todas as cautelas que lhe eram exigidas na situação, de forma a excluir o dolo e a culpa.

D) de proibição, tendo em vista que Alan não conhecia a espécie de animal doméstico, afastando-se a culpabilidade da sua conduta.

Questões Oab Diária de Direito Civil
Imagem: Pixabay

Resolução

A questão trata essencialmente da Teoria Geral do Crime. Mais especificamente, é necessário o conhecimento sobre Teoria Geral do Erro, prevista nos art. 20-21, CP.

Para responder a essa questão é necessário o conhecimento da letra da lei. Portanto, vejamos o preceito legal:

Art. 20 – O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.

Veja-se que Alan, de fato, restou em erro ao confundir o gato com um filhote de onça. Contudo, o erro aqui é inescusável/evitável, uma vez que Alan não levou o animal ao local adequado, qual seja o Centro de Triagem, onde fatalmente seria constatado que era um gato e não um filhote de onça.

Isso posto, temos que Alan restou em erro inescusável, passível de punição na modalidade culposa.

Gabarito: Letra B.

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Tratado de Direito Penal - Parte Geral - Vol. 1 - 29ª edição 2023: Volume 1

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atualizado em 24 de junho de 2024 11:57

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