A ONU se manifestou nesta segunda-feira sobre os ataques perpetrados contra hospitais no norte da Síria. Estima-se que 50 pessoas morreram em virtude de bombardeios efetivados contra cinco hospitais e duas escolas nesta  segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016, nas regiões de Alepo e Idlib. Na cidade de Idlib, registra-se que um hospital teria sido atingido quatro vezes.

Rupert Colville, porta-voz do gabinete de Direitos Humanos, afirmou incisivamente que “Um ataque intencional e direto contra instalações médicas ou locais ocupados por doentes e feridos, tal como contra unidades médicas com o emblema da Cruz Vermelha ou do Crescente Vermelho, é um crime de guerra num conflito armado”. Os bombardeios acentuam o temor de intensificação do conflito, que já ocorre desde 2011.

As forças turcas iniciaram  os ataques no sábado, fixando como alvos, de acordo com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), agrupamentos curdos assentados na região, vistos como rebeldes e insubmissos institucionalmente ao Estado Turco. O ataque desta segunda-feira teria sido realizado, de acordo com declarações curdas, com o apoio dos russos e das milícias xiitas apoiadas pelas forças iranianas.

Expressando evidente preocupação com a situação delineada, o porta-voz acrescentou:

“Ainda não é claro que tenha sido intencional, mas o enorme número de incidentes deste tipo suscita interrogações sobre o fracasso das partes em conflito na Síria em respeitar a proteção especial que requerem os estabelecimentos médicos e o seu pessoal”.

Por outro lado, os Estados Unidos reconhecem prioridade na concentração de esforços para a efetivação de ajuda humanitária, tendo em vista o alto número de mortes de civis na região.

“Condenamos da forma mais severa possível e de forma contundente estes ataques e pensamos que prejudica os compromissos de Munique de sexta-feira e o interesse comum de reduzir a violência e de permitir que as populações recebam assistência humanitária, o que é fundamental”, disse a Conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice.

Como afirmado, a autoria direta dos bombardeios permanece no campo da especulação. Considerado não ser ainda possível imputar os ataques às forças sírias ou russas, o porta-voz da ONU afirmou que, “sendo claro que os aviões sírios e russos estão muito ativos”, é necessário pedir “a todos os que lançam bombas do céu que tenham mais cuidado, porque o número de ataques contra civis é astronômico”.

Acentuando a polêmica, o Observatório Sírio de Direitos Humanos declarou suspeitar que aviões russos tenham participado diretamente dos bombardeios, pautando-se, para tanto, nas análises realizadas nos locais afetados. Nada obstante, a Rússia nega ter bombardeado hospitais e, consequentemente, infringido normas de Direito Internacional.

REFERÊNCIAS:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-02/siria-onu-confirma-que-ataques-hospitais-sao-crimes-de-guerra
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2016/02/16/interna_mundo,627234/siria-onu-diz-que-ataques-a-hospitais-sao-crimes-de-guerra.shtml
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/02/conselho-de-seguranca-da-onu-critica-bombardeios-turcos-na-siria.html
http://pt.euronews.com/2016/02/16/onu-ataques-na-siria-sao-violacao-flagrante-do-direito-internacional/

 

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