Esqueci como era revoltante e triste assistir alguns brasileiros transformarem a política em um jogo maniqueísta entre “injustiçados X donos do poder” ou “corruptos X paladinos da verdade”, não somente ontem, mas faz alguns bons anos…

Esquecem-se que antes de bradar por direitos, possuem deveres, que deveriam ser observados todos os dias ao fazer com que seus políticos (e todos os funcionários públicos), independente do posicionamento, também respeitassem os deveres que são corporificados neles no momento da sua posse.

Esquecem-se dos verdadeiros grandes líderes da humanidade e dos verdadeiros religiosos, que perceberam a força que a união traz para realizar as verdadeiras mudanças.

Esquecem-se que, se querem criar um inimigo comum, que esse seja a “corrupção”, um câncer que não escolhe classe social, hierarquia ou ideologia para se entranhar.

Esquecem-se, principalmente, de combater a apatia nacional que se abate sobre todos nós, cidadãos que adorariam entrar na política para fazer algo pelos seus patrícios. Pois, ao assistir momentos como o de ontem, sentem-se com medo de enfrentar esses fanatismos que, apesar de parecerem regra ao serem divulgados pelos meios de comunicação, são apenas exceção dentro do bom povo brasileiro que, em um breve instante, saiu de suas casas poucos anos atrás em prol de um país melhor.

Esquecem-se de lutar pelo o que é nosso: não com armas ou violência, mas com nossas ações que se refletem no compatriota que está ao seu lado.

Esqueci que, talvez, eu esteja apenas sofrendo um lapso de irracionalidade, pois não podemos esquecer algo que nunca fomos capazes de lembrar… Contudo, o que seria de nós sem um pouco de loucura?

Relembrei que prefiro acreditar.

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