O ministro Teori Zavascki, relator da operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), morreu em um acidente de avião ocorrido no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro.

O ministro e outras três pessoas estavam a bordo de um bimotor modelo Hawker Beechcraft King Air C90, fabricado pela americana Beechcraft, que saiu de São Paulo (às 13h01) com destino a Angra dos Reis (RJ).

Antes da confirmação da morte, um dos filhos do ministro, Francisco Zavascki, havia dito à rede de notícias BBC Brasil que a família esperava por um milagre.

A morte do Jurista foi confirmada, em uma rede social, por Francisco Zavascki (filho do ministro) às 17:04 desta quinta-feira. Francisco comentou:

“Caros amigos, acabamos de receber a confirmação de que o pai faleceu! Muito obrigado a todos pela força!”

Zavascki ingressou no STF em dezembro de 2012, nomeado pela então presidente Dilma Rousseff, o magistrado ocupou a vaga do ex-ministro Cezar Peluso em meio ao julgamento da ação penal 470. O ministro era reconhecido pela discrição e por ser “técnico” no exercício da magistratura. Teori Zavascki brincava com a “fama” que possuía:

”Espero que todos os bons momentos apaguem minha fama de apontador ou cobrador das pequenas coisas.” – ao se despedir da Primeira Turma do STJ.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do RGS (1972) e mestre e doutor em direito processual civil pela UFRGS, Teori ingressou na carreira jurídica no ano de 1971, em Porto Alegra, como advogado concursado do Banco Central, lá Zavascki atuou por sete anos.

No STF, além dos processos regulares na Corte, o ministro acumulava em seu gabinete mais de 50 inquéritos e ações penais da Lava Jato. No momento, o caso de maior impacto no meio político, que ainda aguardava sua homologação, era a delação premiada de 77 executivos da Odebrecht.

A morte prematura do Ministro consternou o meio jurídico, que já solicita investigações sérias para a elucidação das causas do acidente.

Jurista cauteloso e sereno, para ele o “papel do juiz é resolver conflitos, e não criá-los”.

 

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