STJ reconhece insignificância para furto de chocolate

O Superior Tribunal de Justiça acolheu o pleito do recurso especial interposto pela Defensoria Pública de São Paulo para absolver acusado de furtar oito barras de chocolate, por ser reconhecido o princípio da insignificância ao caso. O montante total dos produtos é de R$ 39,92.

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A Defensoria Pública recorra ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que não deu provimento ao recurso. Assim, foi interposto o recurso especial ao STJ.

Para a parte ré, o Tribunal não poderia negar a aplicação do princípio da insignificância, pois é ir contra os artigos 13 e 155 do Código Penal. Foram destacadas no corpo da peça processual semelhantes situações, nas quais prevaleceu o entendimento pela aplicação do princípio, resultando na absolvição dos acusados.

Foi argumentado que, apesar de o comportamento ser reprovável, a ofensividade foi mínima. A ação não provocou vulnerabilidade da vítima e não houve lesão, pois os produtos foram devolvidos.

Para ministro relator Nefi Cordeiro, o valor da mercadoria furtada representa pouco mais de 5% do salário mínimo vigente à época dos fatos. Por essa razão, reconheceu a inexpressiva lesão jurídica, absolvendo o réu com base no princípio da insignificância.

O Ministro ressaltou, ainda, que a orientação jurisprudencial segue no sentido de que a incidência do referido princípio necessita da presença de quatro vetores: a mínima ofensividade da conduta, nenhuma periculosidade social da ação, o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão jurídica provocada.

Referências:    Affonso, Julia. STJ absolve acusado de furto de chocolate. Estadão, Blogs, 01 de Setembro de 2017. Disponível em: <http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/stj-absolve-acusado-de-furto-de-chocolate/>. Acesso em 03 set 2017.    Imagem:    Disponível em: <http://i3.mirror.co.uk/incoming/article2866759.ece/alternates/s2197/Man-Stealing-Food.jpg>. Acesso em 03 set 2017
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1 comentário

  1. Pelo decidido, e uma vez que duas galinhas não alcançam R$ 40,00, o “ladrão de até duas galinhas” não poderá ser condenado… Algo não precisaria de ser melhor explicado ??? !!!

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